Erros que (quase) todos os pais cometem na hora de educar os filhos e dicas para corrigi-los

Existem várias formas de repreender um comportamento inadequado e escolher a forma de fazer isso dentro da sua casa pode ser uma tarefa difícil – mas nós te ajudamos com isso!

Resumo da Notícia

  • A maioria dos pais cometem os mesmos deslizes quando vão educar os filhos
  • Isso acontece porque muitas vezes eles não percebem que as crianças seguem padrões previsíveis
  • Especialistas dão dicas para que você evite que esses "erros" se repitam na sua casa

As crianças se comportam seguindo padrões previsíveis, aponta a conselheira parental Michele Borba, autora de The Big Book of Parenting Solutions – ou, em português, O Grande Livro das Soluções Parentais. Isso significa que seu filho e outras crianças geralmente agem da mesma forma quando estão cansados, com fome ou de saco cheio – e é sua função, como mãe ou pai entender esses comportamentos e ajudar seu filho a interpretá-los. Ignorar os sinais de uma criança, é um dos erros mais comuns cometidos pelos pais na hora de educar e começar a prestar mais atenção nesses indícios pode fazer uma enorme diferença na vida da sua família.

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Erros que (quase) todos os pais cometem na hora de educar os filhos (Foto: iStock)

Para te ajudar com essa missão, alguns especialistas selecionados à dedo pela americana Parents contaram os erros mais comuns dos pais na hora de educar os filhos e trouxeram soluções fáceis de implementar para que essas questões sejam corrigidas. Confira:

Ser muito negativo

“Não bata na sua irmã!”; “Pare de puxar o rabo do cachorro!”; “Não mexa com essas coisas!”. O número de coisas que você fala para seu filho não fazer são infinitas. Mas quantas vezes você explicou a ele por que não quer que ele faça tal coisa ou deu um exemplo de bom comportamento no lugar?

Ninguém quer criar um filho que não entenda de limites, mas “os pais dizem ‘não’ com tanta frequência que as crianças ficam surdas e a palavra perde o poder”, explica a Dra. Borba. Além disso, “muitas vezes dizemos às crianças para não fazerem algo sem avisar o que deveriam estar fazendo”, observa Linda Sonna, Ph.D., autora de The Everything Toddler Book – ou, em português O livro completo das crianças.

Guarde as críticas para situações realmente perigosas e concentre-se em dizer ao seu filho como você gostaria que ele se comportasse. Por exemplo, em vez de “não puxe o rabo do cachorro”, tente “o cachorro fica triste quando você faz isso e os dois podem se machucar”. Mais tarde, quando perceber que o comportamento que você corrigiu realmente melhorou, não se esqueça de elogiar, para reforçar que você também presta atenção quando ele toma atitudes corretas.

Esperar muito das crianças

Você está sentado na igreja quando seu filho grita. Assim que você o cala, ele faz isso de novo. Parece que ele está testando sua paciência! Por que, afinal, ele não te ouve? Uma boa dica para conseguir que seu filho entenda a mensagem que você quer passar a ele é “brincar de professor”.

As crianças muito pequenas ainda não desenvolveram o controle dos impulsos ou aprenderam as qualidades sociais exigidas em locais públicos, como lojas e restaurantes. “Os pais pensam que os filhos sabem mais do que eles”, diz Sonna.

Quando seu filho quebrar uma regra, lembre-se de que ele não está tentando te irritar – ele simplesmente não sabe como agir na situação, então brigar com ele não é eficaz (ou justo). Concentre-se em mostrar ao seu filho como você deseja que ele se comporte, dizendo suavemente coisas como: “Estou pedindo para você ficar quieto porque estamos na igreja. Se você precisar de algo, sussurre em nossos ouvidos”. Indique também o que os outros estão fazendo – “veja como João está pintando enquanto espera a comida chegar à mesa”. As crianças são boas em imitar, então dar um exemplo ou chamar a atenção para algo que você queira que eles façam é um ótimo caminho.

“Leva tempo e repetição para que as crianças aprendam a se comportar fora de casa“, diz Sonna, o que significa que você deve ter paciência, já que precisará falar a mesma coisa ao seu filho várias vezes. Com o tempo, eles aprenderão como agir.

É importante dar exemplos bons (Foto: iStock)

Dar exemplos ruins

Quando você deixa cair algo, você grita ou xinga. Mas você fica brava se seu filho reage da mesma maneira quando as coisas não acontecem da forma que ele quer.

Então, lembramos aqui de que é preciso pensar que o seu comportamento tem um efeito bumerangue: se gritar, seu filho provavelmente fará o mesmo, segundo Devra Renner, co-autora de Mommy Guilt – ou, em português A Culpa da Mãe. Sim, é difícil ter um comportamento perfeito o tempo todo, então peça desculpas quando você cometer um deslize. “As emoções são poderosas e difíceis de controlar, mesmo para os adultos”, diz Renner, no entanto, pedir desculpas demonstra que somos responsáveis ​​por nossas ações. Também cria a oportunidade de falar sobre por que você reagiu daquela maneira e oferecer maneiras apropriadas de responder quando seu filho estiver se sentindo frustrado.

Intervir quando seu filho simplesmente te irrita

Você escuta seus filhos correndo e gritando pela casa e logo dá um grito ou uma bronca neles. Mas será que eles estão mesmo fazendo algo errado? Existem alguns comportamentos que, por mais que sejam irritantes para você, devem ser ignorados.

Você provavelmente sente a necessidade de intervir toda vez que seu filho faz algo que você não gosta. Mas ter sempre esse papel de corretor é exaustivo, segundo Borba. Lembre-se de que às vezes as crianças fazem coisas irritantes ou estranhas porque estão explorando novas habilidades. Portanto, seu filho pode estar jogando suco no cereal porque está aprendendo sobre líquidos. Outras vezes, está procurando atenção.

O termômetro para saber o momento certo de reagir, segundo a especialista é: quando a segurança não é um problema, experimente uma espera vigilante. Se seu filho de 6 anos está, por exemplo, tocando o nariz na tigela com leites e cerais, tente não gritar. Veja o que acontece se você simplesmente continuar o que está fazendo como se nada estivesse acontecendo. Provavelmente, se você não responder, ele acabará parando de fazer o que estava fazendo – e você se sentirá mais calma por ter evitado uma discussão aos gritos.

Falar muito e fazer pouco

“Deligue a TV…. Eu já pedi para desligar… Estou falando sério dessa vez!”. Seu filho continua a se comportar mal quando os seus pedidos são vagos, pelo mesmo motivo que muitas vezes você acelera no sinal amarelo – não há nenhuma punição.

Justamente por isso, é importante estabelecer limites e segui-los. Reclamações, segundas chances e negociação indicam que obedecer é opcional, diz Robert MacKenzie, Ph.D., autor de Setting Limits With Your Strong-Willed Child – ou, em português, Definindo limites com o seu filho definitivamente. Para ensiná-lo a seguir as regras, deixe as expectativas claras e aja quando elas forem quebradas. Se você quiser que seu filho, por exemplo, saia do sofá e faça o dever de casa, comece com orientações diretas – “Desligue a TV agora e faça o sua tarefa”. Se ele seguir, agradeça. Se não, dê uma consequência: “Estou desligando a TV agora e ela vai ficar assim até que sua tarefa esteja pronta”.

Imaginar que o que funciona para uma criança funcionará para outra

A melhor maneira de lidar com a choradeira de seu filho é abaixar, olhar nos olhos dele, e explicar como as ações deles precisam mudar. Mas se seu filho é mais agressivo e se recusa a ouvir, é importante desenvolver maneiras diferenciadas de conversar com ele.

É fácil culpar seu filho quando uma técnica disciplinar falha. “Mas você pode conseguir o comportamento que deseja de maneiras diferentes com cada criança”, explica Avivia Pflock, co-autora de Mommy Guilt – ou, em português, A Culpa da Mãe. Enquanto uma criança pode obedecer quando simplesmente recebe um aviso de que algo está errado, outra pode precisar de uma consequência maior, como ficar sem TV.  Ser firme com uma criança e afetuoso com outra não é ser inconsistente; está em sintonia com diferentes necessidades e estilos de aprendizagem, garante Pflock. “A punição deve ser adequada ao crime – e à criança”, completa.