Escola é acusada de esconder aluna negra em propaganda e família vai à Justiça

A menina foi tampada por uma frase na foto onde posava ao lado de três amigas. O caso aconteceu em um colégio particular do interior de São Paulo

Resumo da Notícia

  • Uma escola do interior de São Paulo está sendo acusada de racismo após tampar a imagem de uma aluna preta em uma publicação nas redes sociais
  • O caso aconteceu na última sexta-feira, feriado de consciência negra
  • A mãe da menina, Elenita Maria Rocha disse que a filha de 10 anos ficou especialmente triste ao ver que não tinha aparecido na foto

Uma escola do interior de São Paulo está sendo acusada de racismo após tampar a imagem de uma aluna preta em uma publicação nas redes sociais na última sexta-feira, feriado de consciência negra. A mãe da menina, Elenita Maria Rocha, disse em entrevista para Record TV que a filha de 10 anos ficou especialmente triste ao ver que não tinha aparecido na foto.

-Publicidade-
A família entrou na Justiça (Foto: Reprodução / Instagram)

Na imagem original, quatro alunas posavam para a câmera, uma delas, a filha de Elenita. Na publicação vinculadas nas redes sociais, o colégio tinha adicionado uma caixa de texto bem em cima do resto da menina, deixando apenas as outras três a mostra. A foto já foi apagada e substituída pela original após críticas dos familiares e dos internautas.

A própria criança chegou a fazer um comentário na publicação perguntando o porquê de ter sido tampada na foto. A mãe explica que o caso realmente abalou a filha: “Ela não quer que eu saia, quer que eu fique sempre junto com ela. E ela sempre foi uma criança muito expansiva, sempre conversou muito. Então eu tenho notado essa insegurança dela”.

A menina de 10 anos aparecia ao lado das amigas na foto original (Foto: Reprodução / Instagram)

Os pais da menina conversaram com a advogada e realizaram um boletim de ocorrência por danos morais na Justiça. Em nota, a escola disse que a publicação foi feita por uma agência de publicidade sob o mesmo molde de fotos anteriores, que também cobriam o rosto de alunos.

“É muito triste você ver uma filha passar por isso, principalmente em uma instituição que ela já está há algum tempo e que deveria protegê-la. Eu e o pai estamos tentando não demonstrar isso para ela. Mas ela está se sentindo insegura”, completou a mãe em entrevista para UOL.