Escritora critica mães que reclamam das aulas online e rebate: “Escolas não são babás”

Samantha Brick, de 49 anos, disse que as famílias já deveriam saber como se organizar depois de tantos meses na pandemia

Resumo da Notícia

  • Uma escritora francesa gerou uma discussão na internet ao se posicionar sobre o retorno das aulas durante a pandemia da Covid-19
  • Samantha Brick, de 49 anos, disse ao The Sun que “não aguenta mais” ouvir reclamações de mães sobre as dificuldades das aulas online
  • A mulher acredita que os pais “já deveriam saber se organizar” depois de tantos meses no isolamento social

Uma escritora francesa gerou uma discussão na internet ao se posicionar sobre o retorno das aulas durante a pandemia da Covid-19. Samantha Brick, de 49 anos, disse ao The Sun que “não aguenta mais” ouvir reclamações de mães sobre as dificuldades das aulas online quando elas “já deveriam saber se organizar” depois de tantos meses no isolamento social.

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A declaração gerou polêmica (Foto: Getty Images)

Samantha não tem filhos e soma esse fator ao seu argumento, dizendo que as queixas se tornam “‘insuportáveis” quando algumas pessoas só gostariam de ter a chance de ter uma família.

“Não suporto as mães reclamando sobre como é difícil supervisionar a educação de seus filhos em casa, ou sonhando com maneiras de obter o status de trabalhador importante para que os filhos possam permanecer na escola. É alucinante quando você pensa em quantas mulheres – inclusive eu – teriam dado seu braço direito para se tornarem mães”, explica ela, se referindo a situação na Europa.

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A escritora gerou polêmica na internet (Foto: Reprodução / the Sun)

A escritora conta que é infértil e chegou a passar por duas tentativas de fertilização in vitro, em 2012 e 2013, que foram mal sucedidas. Casada com Pascal, de 59 anos, ela também perdeu o enteado recentemente e diz que não tem mais planos para se tornar mãe.

“Quando anunciaram a nova onda de Covid, meu primeiro pensamento foi: ‘Lá vamos nós de novo’. Não com o bloqueio em si, mas com aquelas mães reclamando por terem seus filhos queridos em casa com elas. Em vez de fazer algo sensato – como montar uma estratégia viável – eles recorreram às redes sociais para falar sobre como isso afeta suas vidas profissionais”, desabafa.

“Sinto pena das crianças que não conseguirão ver seus amigos ou desfrutar de um ambiente estruturado, mas não tenho simpatia pelos pais que não se organizaram nessa altura do campeonato. Afinal, não foi uma surpresa”, completa.

Samantha também cutucou a situação dessas famílias e as comparou com as pessoas que perderam seus empregos ou que moram sozinhas e estão sem ver ninguém há meses. “As mães não são as únicas que sofrem – minhas amigas solteiras, que não vêm suas famílias ou até mesmo dão um abraço há meses, estão passando por um período igualmente difícil”, finaliza.

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