Família

Esposa de Alec Baldwin desabafa sobre aborto espontâneo aos 4 meses de gestação e faz alerta

Hilaria Baldwin é casada desde 2012 com o ator e tem quatro filhos

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

Ela é casada desde 2012 com Alec Baldwin (Foto: reprodução / Instagram)

Na última segunda-feira, 18 de novembro, Hilaria Baldwin, esposa do ator Alec Baldwin, falou sobre o aborto espontâneo que sofreu no início do mês, aos quatro meses de gestação. Ela estava esperando por uma menina e já tinha passado por um aborto em abril desse ano. “Estava tão animada em fazer o ultrassom e ver minha filha. Fiquei nervosa o dia todo”, contou pelo Instagram.

A instrutora de ioga também é mãe de Carmen, Rafael, Leonardo e Romeo, frutos do casamento com o ator. “Talvez já fosse uma forma de saber o que viria a acontecer ou evidência de que gravidez após uma perda é estressante. Deitei na mesa e o técnico começou o ultrassom … e descobrimos imediatamente que meu bebê estava sem vida. Foi um dos piores sentimentos”, desabafou.

No dia 9 de novembro, ela contou em tempo real para os mais de 560 mil seguidores que havia sofrido um aborto: “Não houve batimentos cardíacos hoje no meu ultrassom — então acabou — mas ao mesmo tempo tenho muitos batimentos cardíacos fortes e maravilhosos aqui”.

Na última semana, em uma entrevista à Glamour, Hilaria contou mais detalhes da história e alertou outras mães sobre o sentimento de culpa. Ela falou também que com dez semanas de gravidez, percebeu que havia algo de errado: “Com a gravidez, você é orientado para não falar nada sobre o assunto durante 12 semanas, quando o risco de aborto é maior. Há superstição, mas também há o medo de você fazer algo errado e perder o bebê. E se você perder o bebê, as pessoas vão culpá-lo, por comer da maneira errada, por dormir do lado errado, por se exercitar demais ou pouco”.

Eles estavam esperando por uma menina (Foto: reprodução / Instagram)

“Compartilhar minha história pode ajudar a mim e a outras mulheres que lidam com um aborto espontâneo a encontrar apoio. A perda da gravidez atinge quase todos — 10% a 25% de todas as gestações. Eu tinha tanto medo de aborto com cada uma das minhas gestações que eu procurava no Google a probabilidade de aborto espontâneo todos os dias. E ainda assim ficamos quietos sobre isso. Para mim, isso não faz sentido. Entendo por que algumas mulheres optam por manter essa dor privada, mas é uma coisa tão pessoal — algumas pessoas precisam processar a perda por conta própria, e outras precisam processá-la mais publicamente. As mulheres merecem ter a opção de fazer o que precisam para se curar“, desabafou.

“Fui fazer um ultrassom. Conheço minha médica tão bem, tenho quatro filhos sob seus cuidados, mas nessa consulta ela ficou em silêncio. Toda mulher grávida esperançosa teme esse silêncio. Ele ouviu os batimentos cardíacos de novo e de novo, fazendo anotações e sem realmente dizer nada. Tenho certeza de que foram apenas alguns minutos, mas pareceu uma eternidade”.

“Cheguei em casa e me senti tão, tão triste. Então comecei a escrever um post no Instagram. Em instantes, as pessoas começaram a compartilhar suas próprias histórias. Eu quero que as mulheres que passaram por isso saibam: não há nada de errado com você. Você não está sozinho. Eu sei que isso não aconteceu porque fiz algo errado. Isso é apenas natureza. O compartilhamento permitiu que eu me sentisse ouvida e me ajudou a receber apoio e sabedoria de outras mulheres que experimentaram a mesma coisa. Emocionalmente ainda estou me curando”, concluiu.

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