Estamos caminhando! Senado aprova a proibição de plástico descartável no Brasil

ideia é retirar o produto aos poucos do mercado

(Foto: iStock)
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Você já ouviu falar sobre o projeto PLS 92/2018? Provavelmente não. A Comissão do Meio Ambiente (CMA) aprovou este mês um plano que tem o objetivo de retirar aos poucos pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis do mercado. A ideia é que em dez anos esse produto seja substituído por materiais biodegradáveis que são bem menos agressivos ao meio ambiente.

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Nessa mesma onda várias empresas estão inovando na maneira de pensar sobre o lixo. O nome da moda é “resíduos sólidos”. Nem de lixo os especialistas chamam mais. A ideia de algo descartado que não serve mais para nada está acabando. Em 1970, a Alemanha tinha cerca de 50 mil lixões e aterros sanitários, hoje são menos de 200, segundo artigo do site do Senado Federal Brasileiro. O país é líder quando o assunto é reaproveitamento de resíduos.

No Brasil algumas empresas, como a Arueira Ambiental, estão realizando projetos de gestão de resíduos. Para você ter uma ideia nem cheiro ruim tem! A empresa chega no local que costuma produzir uma quantidade considerável de lixo diária, organiza e coleta o material para separar de maneira mais eficiente e possível o reciclável do orgânico. A Arueira cuida do lixo de grandes estabelecimentos em São Paulo, como o Shopping Eldorado, Restaurante Fasano e o Colégio Dante Alighieri.

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Os benefícios são incontáveis e são para todos. O primeiro deles é que cuidar corretamente do lixo evita o mau cheiro, por consequência de um plano de separação e coleta bem estruturado. Sem contar o aspecto educacional e de satisfação pessoal da empresa por estar realmente contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.

Pensar em menor produção e divisão correta dos resíduos em casa é preservar o “mundo A”, o único EM que vamos ter a chance de viver. A gente pode achar que jogar um plástico pela janela é se livrar dele, mas este mesmo produto volta de alguma forma como poluição e prejuízo para o futuro.

Pode ser que depois desta matéria você pense que exista muita coisa para fazer e ainda não fez nada. Mas Manuel Martins, da Fundação Vanzolini da Universidade Federal de São Paulo (USP), pai de Mariana e Christina, deu um ótimo conselho para a gente: “Perto de tudo que precisa ser feito, você pode achar que qualquer coisa que fizer será insignificante. Mas é melhor ajudar com pouco do que não fazer nada”.

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