Estrias: o que é, causas, qual o tratamento para tirar e como evitar

Podendo ser roxas, vermelhas ou esbranquiçadas, as estrias são lesões na pele que acontecem por causa do rompimento das fibras colágenas e elásticas, que são responsáveis por dar firmeza à pele. Veja como tratar e qual a melhor maneira de evitar

Resumo da Notícia

  • As estrias aparecem na pele após o rompimento das fibras colágenas e elásticas, que são responsáveis por dar firmeza à pele
  • Elas podem ser roxas ou vermelhas, quando são mais recentes, ou brancas/esbranquiçadas, o que caracteriza que as lesões já estão cicatrizadas
  • Elas podem surgir por diversas causas e existem maneiras de prevenir e tratar

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, estrias são atrofias que acontecem no sistema tegumentar após o rompimento das fibras colágenas e elásticas, que são responsáveis por dar firmeza à pele. Isso gera cicatrizes, que podem ser desde pequenas e discretas até grossas e maiores. Elas podem ser roxas e avermelhadas, quando são mais recentes, ou brancas/esbranquiçadas, o que caracteriza que as lesões já estão cicatrizadas na pele.

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As estrias podem surgir por diversas causas. Ganho de peso ou o rápido desenvolvimento de uma área do corpo, como durante a puberdade ou gravidez, são possíveis motivos para o surgimento das lesões na pele, bem como ganho de peso, de massa muscular ou emagrecimento repentino. Outro fator que influencia as estrias é a predisposição genética que aquela pessoa possui.

Luciana de Paula Samorano, dermatologista no Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e consultora médica da Libbs, dá algumas dicas de como tentar prevenir e evitar o aparecimento de estrias no corpo:

  • evitar perda ou ganho de peso excessivo repentinamente
  • usar produtos tópicos na pele (como cremes indicados para a prevenção de estrias)
  • realizar massagens diariamente nas áreas do corpo em que há maior possibilidade de desenvolver as lesões
As estrias são lesões na pele que acontecem por causa do rompimento das fibras colágenas e elásticas, que são responsáveis por dar firmeza à pele
As estrias são lesões na pele que acontecem por causa do rompimento das fibras colágenas e elásticas, que são responsáveis por dar firmeza à pele. (Foto: Shutterstock)

O que faço para tirar estrias?

Quando o assunto é tratamento para estrias, a dermatologista explica que essas lesões geralmente são difíceis de cuidar e, por isso, é necessário realizar vários tipo de abordagens para conseguir bons resultados e melhorar a aparência da pele – por causa disso, o trabalho de prevenção faz toda a diferença e é superimportante para manter essas marcas longe do corpo. “Quanto às opções de tratamento, cremes à base de tretinoína e uso de laser fracionado não ablativos têm demonstrado os melhores resultados terapêuticos. Outras modalidades de tratamento podem ser utilizadas, como luz intensa pulsada, radiofrequência, laser de corante pulsado, peelings químicos e microagulhamento”, explica

É normal grávida ter estrias?

Sim! Isso acontece principalmente porque há um crescimento significativo da barriga durante a gravidez – conforme a pele se estica para se adaptar ao novo formato do corpo da mulher, podem aparecer as tão temidas estrias roxas, avermelhadas e, posteriormente, as esbranquiçadas na região. Aliás, isso acontecer é mais do que normal: as estrias atingem até 90% das grávidas, principalmente perto da 25ª semana de gestação, quando o útero chega a quadruplicar de tamanho.

“Como a estria aparece após um estiramento abrupto da pele, a dica é manter uma alimentação saudável e não engordar muito durante a gravidez”, explica a dermatologista Flávia Addor, mãe de Maurício e Maria Fernanda. Isso não significa que existam alimentos milagrosos que impeçam as estrias de aparecerem. “Não há evidências científicas de que alimentos auxiliam na prevenção de estrias. Porém cuidados com a alimentação são fundamentais no sentido de prevenir ganho ou perda de peso de forma rápida e repentina”, esclarece a Dra. Luciana.

As estrias podem surgir por diversas causas. Ganho de peso ou o rápido desenvolvimento de uma área do corpo, como durante a puberdade ou gravidez, são possíveis motivos para o surgimento das lesões na pele, bem como ganho de peso, de massa muscular ou emagrecimento repentino
As estrias podem surgir por diversas causas. Ganho de peso ou o rápido desenvolvimento de uma área do corpo, como durante a puberdade ou gravidez, são possíveis motivos para o surgimento das lesões na pele, bem como ganho de peso, de massa muscular ou emagrecimento repentino (Foto: Divulgação)

Além da alimentação equilibrada, outro fator importante que ajuda na prevenção de estrias quando falamos sobre ganho de peso cuidadoso durante a gravidez (o ideal é engordar de 9 a 12 quilos) são os exercícios físicos também são superimportantes. Mas, calma: antes de começar, é necessário conversar com o seu médico. Nem toda gestante pode praticar exercícios. É preciso a liberação do obstetra para que haja certeza de que a gestante está apta e que isso não vai fazer mal para ela e para o bebê. Caso o profissional recomende, veja no que você precisa prestar atenção antes de começar. Sinal verde para mexer o esqueleto? Vem ver quais os melhores exercícios e os benefícios deles para a grávida.

Hidratação da pele para prevenir estrias

É o combo de ouro para a prevenção de estrias: alimentação equilibrada com muita água ao longo do dia, atividade física (quando possível, ok?) e hidratação da pele. De acordo com especialistas, o uso de cremes específicos para esse tipo de lesão desde o começo da gravidez traz vários benefícios para a pele. “Os estudos com produtos de aplicação tópica mostram que isso pode melhorar as propriedades físicas e se relacionam à elasticidade da pele. Dessa forma, a mulher vai ter uma facilidade maior de estirar a pele e reduzir o aparecimento dessas estrias”, aconselha Flávia. Mas é importante escolher o produto com cuidado e ficar de olho no rótulo: evite loções com alta concentração de ureia (acima de 3%), que podem afetar o desenvolvimento do bebê no útero.

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