Estudante de medicina viraliza ao retratar corpos negros em ilustrações médicas

Os desenhos de Chidiebere Ibe chamaram a atenção de muitas pessoas na internet, já que uma grande parte delas afirmou nunca ter visto corpos negros retratados neste estilo

Resumo da Notícia

  • Chidiebere Ibe fez uma ilustração médica de uma mãe e o seu feto
  • A cor da pele dos registrados chamou a atenção de milhares de pessoas na internet
  • Chidiebere Ibe contou que uma das intenções com o desenho foi estabelecer uma maior igualdade

Uma ilustração viralizou recentemente nas redes sociais por conta da cor da pele de uma mãe e seu feto. Tão conhecido nos livros de biologia ou medicina, o registro feito pelo nigeriano Chidiebere Ibe conquistou a atenção dos usuários, dos quais muitos reconheceram que nunca haviam visto um desenho em que os indivíduos retratados fossem negros.

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Chidiebere Ibe, de 25 anos de idade, afirmou durante entrevista exclusiva ao g1 que fez a ilustração de propósito e na intenção de combater a falta de diversidade nos livros acadêmicos de medicina, já que na maioria das vezes são as peles brancas as verdadeiras protagonistas.

O autor dos desenhos, Chidiebere Ibe, colocou como protagonista um corpo negro
O autor dos desenhos, Chidiebere Ibe, colocou como protagonista um corpo negro (Foto: Arquivo pessoal/Chidiebere Ibe)

“Sinceramente, eu não esperava. [A imagem] viralizou e tocou muita gente. É importante [ter negros nas ilustrações] porque as pessoas querem se ver na literatura médica. As pessoas querem se sentir cuidadas e valorizadas”, afirmou o nigeriano que, além de carregar um talento expressivo para desenhar, está atualmente cursando medicina na Universidade Médica de Kiev, na Ucrânia.

Além de estabelecer uma maior igualdade entre as diferentes etnias, o estudante revelou ainda outro motivo pelo qual escolheu retratar corpos negros nas ilustrações médicas, como a do bebê dentro da mãe. Segundo Chidiebere, algumas doenças apresentam uma aparência diferente se estão em pele clara ou escura.

“Isso também dá a todos acesso a cuidados de saúde equitativos, onde todos, independentemente da cor da sua pele, da sua raça, terão os mesmos cuidados de saúde que os brancos recebem”, completou.