Estudantes da USP organizam doações de absorventes para mulheres em situação de rua em Ribeirão Preto

O grupo está cursando medicina – e entende a importância da iniciativa para conter a pobreza menstrual vivida por pessoas que não possuem acesso à informação. Eles também doam outros produtos de higiene pessoal

Resumo da Notícia

  • Um grupo de estudantes da USP organizou uma iniciativa que está ajudando muitas mulheres em situação de rua em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo
  • Os alunos de medicina organizam doações de absorventes e outros produtos de higiene para essas pessoas!
  • O Projeto Pontes tem o objetivo de conter a pobreza menstrual dessas mulheres com as doações e informações que elas nunca tiveram acesso. Incrível!

Um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto teve uma ideia genial para ajudar as mulheres em situação de rua. Isso porque, como alunos de medicina da universidade, eles organizaram doações de absorventes e outros produtos de higiene capazes de conter a pobreza menstrual dessas pessoas. Incrível!

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O Projeto Pontes, além das doações, também se responsabiliza por divulgar informações que nunca puderam chegar nessas mulheres. Em entrevista ao Portal Razões Para Acreditar, a professora e responsável pela iniciativa, Regina Célia Fiorati, comentou que “A menstruação vivida na rua é extremamente problemática e coloca a mulher ainda mais em vulnerabilidade”.

Os alunos de medicina da faculdade são responsáveis pela distribuição dos produtos (Foto: Reprodução/ USP/ Razões Para Acreditar)

Além disso, também declarou que os serviços de atenção primária à saúde oferecidos pelo projeto são muito importantes na preservação da vida das moradoras de rua. “Assim elas teriam informações mais detalhadas sobre sua própria saúde íntima e sexual e também sobre cuidados ginecológicos periódicos e necessários”, conta ainda Regina, sobre a atuação dos alunos nas ruas.

A pobreza menstrual torna as mulheres em situação de rua ainda mais vulneráveis (Foto: iStock)

A ideia do projeto veio da precariedade da saúde íntima de mulheres que vivem nas ruas – não só pela falta de produtos, mas também pela falta de locais adequados para tratar da higiene pessoal. “As mulheres sofrem muito mais essa falta de acesso e também de locais em que a privacidade esteja presente”, falou. E ainda completa, sobre a importância de uma equipe de futuros médicos a frente desse trabalho.

“É nesse nível de atenção que elas poderiam ser orientadas sobre saúde íntima e sexual, mas, no entanto, os serviços da atenção primária à saúde oferecem pouco acesso às populações em situação de rua em geral”, declarou. O projeto já pôde ajudar mais de 700 mil habitantes em Ribeirão Preto – local que também abriga o campus dos estudantes de medicina.