Estudiosos afirmam que gagueira pode ter tratamento eficaz após descoberta genética

Os estudos foram realizados por um grupo de pesquisadores do do Vanderbilt University Medical Center em Nashville, Tennessee, e da Wayne State University em Detroit, Michigan, EUA

Resumo da Notícia

  • Estudiosos descobriram tratamento eficaz para gagueira
  • Isso aconteceu após descoberta genética
  • As mulheres tem maiores chances de se recuperar da condição do que os homens

Um grupo de pesquisadores norte-americanos, realizaram uma pesquisa a respeito do tratamento de gagueira. Durante o processo, foi identificada uma “arquitetura genética”, que está associada a essa condição, que pode abrir caminhos para um tratamento com maior eficácia.

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Eles viram que há novas variações genéticas. Jennifer Bellow e Shelly Jo, PhD, afirmaram que esses estudos tem o objetivo de melhorar resultados para quem tem essa condição de forma persistente. Os pesquisadores do grupo são do Vanderbilt University Medical Center em Nashville, Tennessee, e da Wayne State University em Detroit, Michigan, EUA.

gagueira
Estudiosos afirmam que gagueira pode ter tratamento eficaz após descoberta genética (Getty: Images)

Existe um gene que está relacionado ao transtorno do espectro do autismo, assim como outras variantes genéticas que atingem a regulação dos hormônios sexuais.

Eles explicam o porquê que as mulheres com gagueira tem maiores chances de se recuperar e os homens possuem maiores dificuldades. “Se os pesquisadores estabelecerem conexões genéticas entre a gagueira e outras características, como o TDAH, essas descobertas poderão abrir caminhos para o tratamento de ambas as doenças ao mesmo tempo”, disse Kraft.

“É claro que em populações, a gagueira é poligênica, o que significa que existem vários fatores genéticos diferentes que contribuem e protegem as pessoas contra riscos”, afirmou Below, professor associado de Medicina da VUMC. “Isso era algo que não havia sido demonstrado claramente antes desses estudos”.

“Agora, eles podem entender o que acontece com eles”, disse ela. “Em vez de viver uma vida inteira experimentando essa diferença em sua fala e nunca saber por quê”, acrescentou.