Estudo comprova (de uma vez por todas) que você não precisa ser a mãe perfeita

Chega de preocupação!

(Foto: Getty Images)

Mães, não sejam tão duras consigo mesmas. Mesmo que vocês não acertem 100% do tempo, seu filho ficará bem. Você não acredita nisso? Um novo estudo confirmou que ser uma boa mãe é mais do que suficiente.

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Susan Woodhouse, especialista em apego infantil, descobriu que a maneira como os pais olham para si mesmos pode não ser justa. “Tipicamente, nós vemos a paternidade como algo que precisa ser correspondido o tempo todo. Se o bebê sinalizar que precisa de algo, o pai e a mãe irão entender e responder prontamente”, ela explica.

Mas o que acontece quando o pai ou a mãe não conseguem entender o que o bebê quer? “Se você consegue levar metade do tempo para entender o que seu filho quer, é o suficiente para que os pais entendam que o bebê está seguro”, diz a Dra. Woodhouse. E ter um bebê seguro e confiante é o objetivo. As pesquisas mostram que a segurança do bebê na infância pode afetar positivamente no desenvolvimento físico, motor e cognitivo da criança.

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O estudo, publicado na revista Child Development, acompanhou 83 mães de primeira viagem com bebês de 4 a 12 meses de idade. As crianças tinham “altos níveis de irritabilidade temperamental”.

(Foto: iStock)

A Dra. Woodhouse e a equipe se concentraram em observar como essas mães respondiam aos bebês quando eles choravam, sendo uma base segura para satisfazer a necessidade dos filhos. Os resultados mostraram que se uma mãe conseguiu acalmar o bebê segurando-o no colo 50% do tempo, é o suficiente para que o bebê se sinta seguro.

O estudo observou também que, às vezes, deixar os bebês sozinhos é uma coisa boa. A segurança também é a capacidade da mãe de permitir que seu filho explore o ambiente quando ele não está chorando. “Durante esses momentos, é importante deixar seu filho explorar e não assustá-lo ou fazê-lo chorar”, explica a Dra. Woodhouse. Portanto, é importante dar independência para explorar o ambiente ao redor.

Mas isso não significa que os pais não devem estabelecer limites. “Por exemplo, se houver uma caixa de ferramentas no chão e você não quer que seu filho mexa, tire-a dali mesmo que isso faça ele chorar”, diz a Dra. Woodhouse.

Através da pesquisa, a Dra. Woodhouse espera que os pais – principalmente aqueles que querem ser perfeitos – vejam que ser um pai “bom o suficiente” e “acertar 50% do tempo” é tudo o que eles realmente precisam.

“Os bebês são realmente muito tolerantes e há certas coisas que eles realmente precisam”, ela conclui. “Se nós nos concentrarmos mais nessas coisas, o trabalho fica mais fácil e ser pai ou mãe é muito mais recompensador”.

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