Estudo da USP mostra que cães entendem as emoções dos seres humanos

Além da raça humana, a espécie dos cachorros seria a única capaz de reconhecer tais emoções em outros animais que não neles próprios

Resumo da Notícia

  • Um estudo brasileiro recente descobriu que os cachorros conseguem prever reações humanas
  • A partir disso, esses animais tomam suas próprias decisões
  • Foi feita uma pesquisa com mais de 90 cães para se chegar na comprovação

Os cães são conhecidos pelo senso comum por serem fiéis companheiros de seus donos. Entretanto, uma recente pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia da USP, da Universidade de São Paulo, revelou que esses animais são capazes de prever algumas emoções dos homens.

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Em conjunto com a Universidade de Lincoln, no Reino Unido, o estudo descobriu que esses animais de estimação conseguem reconhecer a alegria, tristeza ou diversas outras reações que os donos possam ter. Com isso, os cachorros seriam a única espécie, fora a humana, que consegue antecipar as emoções de demais seres vivos.

Foi comprovado que os cachorros conseguem prever as reações dos humanos (Foto; Freepik)

O experimento da pesquisa envolveu 90 cães, que deveriam ser saudáveis, não agressivos, acostumados com novos lugares e pessoas e sem problemas de visão, além de duas atrizes e alguns objetos interativos, todos dentro de uma sala no Laboratório do Instituto da USP.

As mulheres foram treinadas para, a cada sessão, demonstrarem algumas expressões faciais neutras, sendo elas positivas (alegria) ou negativas (raiva). Em seguida, ambas se sentavam com um pote de ração em uma das mãos e uma folha de jornal na outra. A coleira era solta e, então, o animal finalmente estava liberado para interagir com as atrizes.

Para comer a ração, a maioria dos cachorros preferiu escolher aquela que se mostrou mais feliz, o que comprovou que eles levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões. “Assim, o próximo passo foi saber se eles entendem que o estado emocional de uma pessoa altera a forma como ela se comporta e, portanto, ele pode se ajustar a isso”, afirmou Natalia Albuquerque, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto.