Estudo pode identificar pessoas com menor risco de ter um diagnóstico de câncer

Pesquisadores do Brasil recrutaram 15 mil pessoas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para fazerem parte dos estudos que irão mostrar quem tem maior e menor risco de ter câncer

Resumo da Notícia

  • Estudo pode identificar pessoas com o menor risco de ter um diagnóstico de câncer
  • Pesquisadores brasileiros estão realizando o projeto
  • Foram recrutadas 15 mil pessoas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para análises

Estudo pode identificar pessoas que têm o menor risco de diagnóstico de câncer. Pesquisadores do Brasil recrutaram 15 mil pessoas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para participarem do projeto.

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Os estudos são realizadospela FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP, pelo HCFMRP (Hospital das Clínicas da FMRP), pela Faepa (Fundação de Amparo ao Ensino, Pesquisa e Assistência) e pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto. Além de integrar oPronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica).

Estudo pode identificar pessoas com o menor risco de ter um diagnóstico de câncer
Estudo pode identificar pessoas com o menor risco de ter um diagnóstico de câncer (Foto: Getty Images)

“É necessário aprimorar os métodos de rastreamento do câncer diante do conhecimento recente que pessoas podem ter maior ou menor risco hereditário para desenvolver câncer. O rastreamento ainda é realizado praticamente do mesmo modo para todas as pessoas. Assim, indivíduos com maior risco de desenvolverem câncer podem não estar recebendo todo o investimento em prevenção necessário e aquelas com menor risco, mais do que o necessário”, afirmou o médico Leandro Colli, um dos coordenadores do projeto e professor da FMRP.

“No futuro, esses escores permitirão identificar quem são as pessoas que precisam de rastreamento mais intenso para câncer e ao mesmo tempo pessoas que precisam de menos exames, o que terá grande impacto na racionalização dos recursos de saúde tanto públicos como privados”, continuou.

Além disso, os resultados também poderão permitir que tenha os dados genéticos do restante da população do Brasil. “Esse tipo de estudo é realizado há mais de dez anos no mundo, mas são raros no Brasil pelo seu custo de milhões de reais por tipo tumoral. Pela diversidade genética da nossa população, estudos europeus e norte-americanos não podem ser extrapolados para o Brasil”, disse o médico João Paulo Dias de Souza, professor da FMRP.