Estudos afirmam que dose reforço da vacina CoronaVac aumenta anticorpos 12 vezes mais

A pesquisa foi realizada no Chile e publicada na plataforma medRxiv

Resumo da Notícia

  • Estudiosos afirmaram que dose reforço da vacina CoronaVac pode aumentar os anticorpos 12 vezes mais
  • A pesquisa foi realizada no Chile com 129 voluntários
  • Saiba mais como será aplicação terceira dose no Brasil

Um grupo de pesquisadores chilenos, norte-americanos e chineses, afirmou que a dose reforço da vacina CoronaVac pode aumentar mais os anticorpos em até 12 vezes mais, em cinco meses, em relação à quem já tomou as duas doses da vacina. O estudo foi publicado no site medRxiv, no entanto, ainda não foi revisada por outros cientistas.

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A pesquisa foi realizada com a participação de 129 voluntários, no Chile. Eles receberam a primeira e a segunda dose da vacina com o intervalo de 28 dias. Após cinco meses, receberam a dose reforço.

“Como os anticorpos neutralizantes se correlacionam com a proteção contra a infecção por SARS-CoV-2, esses resultados provavelmente implicam em um melhor resultado e proteção contra a doença”, afirmou eles.

Então como será a aplicação da terceira dose da vacina da Covid-19?

Para aqueles que receberam as duas primeiras doses de CoronaVac, a preferência é que recebam prioritariamente, a dose adicional da Pfizer. As vacinas Oxford/ AstraZeneca ou Janssen, também serão aplicadas, mas apenas em caso de indisponibilidade da primeira.

Dose de reforço para vacina
Dose de reforço para vacina Covid-19 (Foto: Reprodução / Freepik)

Para os brasileiros que tomaram as duas primeiras doses de AstraZeneca,  a dose adicional aplicada será da Pfizer. O Ministério da Saúde informou que ainda não decidiu qual será a dose de reforço para quem tomou as duas doses da Pfizer, mas deve definir antes do prazo determinado. As pessoas que tomaram Janssen e AstraZeneca ainda devem tomar a segunda dose da vacina, aguardar os cinco meses, para então tomar o reforço.

A aplicação das doses adicionais devem começar na próxima semana. No entanto, o calendário de aplicação deve ser anunciado pelos estados e municípios. Profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com baixa imunidade, isto é, com câncer, HIV ou transplantadas, por exemplo, já estão recebendo o reforço.

“Estamos juntos em um só objetivo: tornar as políticas públicas ainda mais eficientes. Ultrapassamos os Estados Unidos no percentual da população imunizada. Reforçamos que é fundamental a segunda dose para que se complete o esquema vacinal”, afirmou o ministro da saúde Marcelo Queiroga, durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã.

Vale lembrar: todos os imunizantes disponíveis reduzem o risco das formas graves da Covid-19 e ajudam a reduzir o número de mortes.

Quantas pessoas devem receber a dose de reforço?

O Ministro da Saúde disse em coletiva que mais de 100 milhões de pessoas estarão aptas a recebê-la nos próximos meses, sendo 12,4 milhões em novembro, 2,9 milhões em dezembro, 12,4 milhões em janeiro, 21,5 milhões em fevereiro, 29,6 milhões em março, 19,6 milhões em abril e 4,3 milhões em maio. A previsão é terminar a aplicação da dose adicional até maio de 2022.

Vacina, sim!

Ainda na coletiva de imprensa desta terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou a campanha de megavacinação contra o coronavírus. O objetivo é reforçar a importância de completar o esquema vacinal (dose única ou duas doses) para garantir a proteção de toda a população.

“Muitos não procuraram as unidades de vacinação para tomar a segunda dose. É fundamental essa segunda dose para que se complete o esquema vacinal”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

Terceira dose de reforço passará a ser aplicada no Brasil (Foto: Freepick)

De acordo com Gerson Salvador, médico especialista em infectologia e saúde pública da Universidade de São Paulo (USP), pai de Laura, Lucas e Luís, esse é o momento de ampliar a vacinação. “Seja com duas doses para aqueles que não receberam ou para ampliar a vacinação de adolescentes e de crianças acima de cinco anos. A imunização é fundamental e teria impacto direto na diminuição da circulação do vírus”, garante.