Estudos apontam que novo coronavírus pode atacar também o coração e o cérebro

Segundo pesquisa, o vírus causa coágulos no sangue, o que pode gerar problemas em diversos órgãos além dos pulmões, como os rins, o fígado, o coração, o cérebro e os intestinos

Resumo da Notícia

  • Novas pesquisas indicam que o coronavírus pode afetar diversos órgãos do corpo humano
  • Além dos pulmões, a doença pode afetar os rins, o fígado, o coração, o cérebro e os intestinos
  • Veja as novas descobertas
Novas pesquisas sobre o coronavírus (Foto: Getty Images)

Cientistas do mundo todo estão correndo contra o tempo para descobrir mais detalhes sobre a covid-19 no intuito de entender melhor a doença para criar possíveis medicações e vacinas. Pesquisas recentes indicam que o novo coronavírus pode atacar não só os pulmões mas como os rins, o fígado, o coração, o cérebro e os intestinos.

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Segundo uma pesquisa divulgada na revista Science a covid-19 pode atacar quase todas as parte do corpo humano com consequências devastadoras. A maioria dos pacientes graves tem sido acometidos por microtombos. De acordo com o jornal O Globo, esses microtrombos, ao entrarem na circulação pulmonar, não deixam o sangue chegar aos pulmões para remover o CO2 e levar oxigênio aos órgãos. Essa descoberta foi validada por uma pesquisa publicada na revista Thrombosis Research, que mostrou que 38% de 184 pacientes de Covid-19 numa UTI holandesa tinham sangue coagulado de forma anormal.

Esses coágulos bloqueiam a circulação nos pulmões e em outros órgãos. Os pulmões costumam ser atacados primeiro, lá o coronavírus mata as células dos alvéolos e faz com que eles se rompam. O pulmão fica inflamado e a circulação dos vasos do sistema respiratório é afetada, o que por si só pode causar mortes.

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Os rins são o segundo órgão mais afetado pela doença. De acordo com o jornal O Globo, entre 40% e 60% dos pacientes internados em UTIs precisam de diálise. Além disso, segundo dito na revista Science, foram observadas atrofia do baço, necrose dos gânglios linfáticos, hemorragia dos rins, anomalias no fígado e degeneração de neurônios no cérebro nos pacientes mais graves da doença.

 

 

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