Estudos mostram que a variante ômicron causa menos danos ao pulmão

Ela é menos prejudicial ao órgão do que as outras cepas da Covid-19

Resumo da Notícia

  • Variante ômicron é menos prejudicial ao pulmão
  • Estudos foram feitos com ratos sírios
  • Foram usadas diversas mutações neles para a conclusão da pesquisa

Um novo estudo realizado em camundongos e hamsters sírios, confirmou que a variante Ômicron é menos prejudicial ao pulmão do que as outras cepas da Covid-19.

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De acordo com uma pesquisa publicada na revista Research Square, para os estudos foram usados 129 ratos em diversos laboratórios da Avaliação de Evolução Viral (SAVE). Todos eles possuíam mutações diferentes do vírus uns dos outros.

Variante ômicron é menos prejudicial ao pulmão
Variante ômicron é menos prejudicial ao pulmão (Foto: Getty Images)

“Os camundongos infectados com um WA1 / 2020 N501Y / D614G ou um Beta sustentaram altos níveis de infecção na lavagem nasal, conchas nasais e pulmões. E isso significa que, esse nível de inscrição estava previamente associado a evidências de nível de pneumonia”, afirmaram os pesquisadores.

“Os casos mais graves da Ômicron foram observados em camundongos que tinham a hACE2 – proteína que ajuda o coronavírus a entrar nas células – o que é consistente com os resultados de outras cepas e variantes de SARS-CoV -2″, afirmou a pesquisa em nota.

Variante ômicron

Na sexta-feira, dia 26 de novembro, a OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou detalhes sobre a nova cepa do SARS-CoV-2, que batizou de ômicron, descoberta originalmente na África do Sul há cerca de duas semanas. Recentemente, essa nova variante se tornou motivo cada vez maior de preocupação por parte dos cientistas.

De acordo com eles, a ômicron surpreendeu os pesquisadores devido à quantidade de mutações que essa cepa apresenta, oito vezes maior do que as demais outras já identificadas e classificadas.

A explicação dos cientistas para o número inédito é a de que, pelo fato de apenas 7% dos habitantes do continente africano estarem totalmente vacinados, a disseminação e surgimento do vírus são facilitadas. “Surgem mutações nos vírus o tempo inteiro. As variantes que conseguem se disseminar são aquelas que tem uma capacidade maior de replicação e tem uma vantagem adaptativa. Os locais com baixos níveis de vacinação são locais mais propícios para o surgimento de novas variantes.”, afirma o infectologista Dr. Gerson Salvador, pai de Laura, Lucas e Luís.