“Eu me cobri com sangue do meu amigo”, diz menina que sobreviveu ao massacre no Texas

Durante um Congresso dos Estados Unidos, a Miah Cerrillo, estudante Robb Elementary School, contou com mais detalhes sobre o que vivenciou durante o massacre. O pai da menina também falou como a filha mudou após o caso

Resumo da Notícia

  • A Miah Cerrillo, estudante Robb Elementary School, contou com mais detalhes sobre o que vivenciou durante o massacre
  • O pai da garota, o Miguel Cerrillo, também falou como a filha mudou após o caso
  • O Congresso foi realizado na última quarta-feira, 8 de junho

Segundo informações do BBC News, na última quarta-feira, 8 de junho, a Miah Cerrillo (11), sobrevivente do massacre que ocorreu na escola do Texas – contou ao Congresso dos Estados Unidos, por meio de uma videoconferência, o que vivenciou na escola Robb Elementary School, no dia 24 de maio. Durante o forte relato, ela disse que no momento do tiroteio ela ficou assustada ao se ferir na cabeça e nos ombros.

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Por medo do que o Salvador Ramos pudesse fazer com os sobreviventes, a Miah decidiu então cobrir-se com o sangue de um de seus colegas, que estava morto. Na sequência, procurou o celular do professor e chamou a polícia.  De início, a estudante contou que o Salvador entrou na sala de aula e começou a atirar nos alunos assustados. “Ele disse ‘boa noite’ à minha professora e atirou na cabeça dela. E, então, ele atirou em alguns dos meus colegas e no quadro-negro. Peguei o telefone do meu professor e liguei para o 911. Eu disse a eles (professores) que precisávamos de ajuda, para mandar a polícia para a sala de aula”.

Aluna passou sangue no corpo no Texas
Miah durante o Congresso (Foto: Reprodução /

Ademais, Miah disse que dada a situação, ela buscou um refúgio no local onde os materiais escolares dos outros alunos estavam empilhados. E que, para se proteger, ela teve que tomar uma decisão extrema no momento em questão. “Quando fui até as mochilas, ele atirou no meu amigo, que estava ao meu lado. Achei que (o atirador) ia voltar para a sala de aula, então, peguei o sangue dele (do amigo) e passei em todos os lugares em mim”, lembrou.

Pai de Miah

No momento do vídeo apresentado ao congresso, a vítima falou sobre a alteração que gostaria de ver na escola. A Miah respondeu que “estar segura”, é o principal desejo de mudança que almeja sentir dentro da instituição educacional. “Eu não quero que isso aconteça de novo”, disse ela, ao ser questionada se a fatalidade tem potencial de acontecer novamente.

Após as falas de Miah, o Miguel Cerrillo, pai da menina, também falou sobre o caso. “Miah não é a mesma garota com quem costumava brincar e correr. Vim (à audiência) porque poderia ter perdido minha filhinha… Algo realmente tem que mudar. As escolas não são mais seguras. Estou pedindo uma mudança”, finalizou.