Excursão de cachoeira em Mato Grosso onde menino faleceu tinha mais alunos que o permitido

A excursão só permitia 24 alunos porém no dia foram 72

Resumo da Notícia

  • Uma excursão de uma escola levou mais alunos que o permitido
  • Apenas 24 pessoas poderiam estar presentes no dia mas a escola levou 78
  • Um menino de 14 anos foi encontrado morto afogado

A cachoeira da Prainha no Parque Nacional de Chapadas dos Guimarães, em Mato Grosso, um menino de 14 anos, Daniel Hiarle de Oliveira, foi encontrado morto afogado. A excursão escolar só permitia 24 pessoas no local, porém no dia foram um total de 78 e incluindo 6 monitores.

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Na entrada, há uma placa mostrando o limite permitido. De acordo com o delegado da Polícia Civil Alexandre da Silva Nazareth, ainda não se sabe o que realmente aconteceu no local. “Não temos a convicção plena ainda do que ocorreu. A partir do depoimento dos educadores, extrai-se que três alunos brincavam de pular em determinado local da cachoeira e pode ter havido uma queda acidental na água porque o local tem algumas pedras, mas isso ainda é só uma especulação porque a gente depende da análise do laudo pericial para concluir”, disse.

Menino foi encontrado morto afogado na cachoeira
Menino foi encontrado morto afogado na cachoeira (Foto: Reprodução/G1)

Era pra ser um dia divertido de excursão entre amigos e professores da Escola Estadual Professor Welson Mesquita de Oliveira, em Cuiabá, porém ao final do dia Daniel de Oliveira foi encontrado morto. Todos os alunos tinham uma autorização, sem muitos detalhes sobre o passeio, assinada pelos pais.

“É uma trilha de aproximadamente três quilômetros da sede do Véu de Noiva até a [última] cachoeira. A gente veio procurando ele e íamos partir para outros lugares. Decidimos mergulhar e então encontramos o Daniel a aproximadamente três metros de profundidade. Infelizmente achamos ele sem vida”, conta o sargento do Corpo de Bombeiros, Luciano Gonçalo de Barros Moraes.

Depois da tragédia a trilha da cachoeira ficou fechada por 1 dia, e depois reabriu sem exigência de acompanhamento de guia. Segundo o major Emerson Henrique Acendino, do Corpo de Bombeiros Militar, o local tem o solo desigual, cachoeiras, pedras escorregadias que oferecem um certo risco para os visitantes.

A cachoeira em que o menino foi encontrado afogado
A cachoeira em que o menino foi encontrado afogado (Foto: Reprodução/G1)

“O Corpo de Bombeiros orienta que em locais de difícil acesso onde possa receber excursões com várias pessoas, ao adentrar nesses locais, que estejam acompanhados de pessoas que conhecem a região”, afirma.