Explosão de meteoro raro não identificado é flagrada no céu de Cuiabá

O meteoro foi registrado através de câmeras de monitoramento e também ainda não foi possível determinar a composição química do fenômeno espacial considerado raro

Resumo da Notícia

  • Um meteoro foi flagrado no Mato Grosso
  • O fenômeno é considerado raro
  • A composição química do meteoro ainda não foi identificada

Na madrugada da última sexta-feira, dia 22 de outubro, um meteoro raro e com alta intensidade de luz foi flagrado, por volta de 1h22 sentido oeste-leste, no céu de Cáceres, localizado a 220 km de Cuiabá. As Câmeras do Clima ao Vivo e da Bramon registraram o fenômeno que não pertence a nenhum radiante já catalogado.

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Considerado muito intenso, o meteoro explodiu a aproximadamente 38 km do solo. Entretanto, segundo o matemático Izaac da Silva Leite, que registrou o acontecimento incomum,  esses compostos tendem a explodir entre 60 km e 70 km do solo e, no caso do meteoro visto em Cuiabá/MT e em São José dos Quatro Marcos/MT ,  a explosão pode ter deixado fragmentos no solo por ter sido muito abaixo do padrão.

Meteoro visto em MT tem alta intensidade de luz (Foto: Arquivo pessoal/Izaac da Silva Leite)

O estudioso explicou ainda com exclusividade para o portal de notícias do G1 sobre o porque deste fenômeno ter sido considerado raro: “Um meteoro nessas proporções não é tão comum. Eles são chamados de ‘Bólidos’ por serem bem mais intensos do que os meteoros comuns. Todas as noites registramos vários meteoros, porém nem todos tem essa intensidade de luz”.

Izaac, que desde 2014 faz parte da Rede Brasileira de Observação de Meteoro (Bramon), e que também possui várias câmeras monitorando o céu de Mato Grosso, disse ainda em entrevista que infelizmente não conseguiu calcular precisamente o local em que os fragmentos possam ter caído porque, segundo ele, os meteoros geralmente possuem o tamanho de um grão de areia.

Segundo o matemático, ainda não é possível determinar a composição química do meteoro, a menos que estes fragmentos sejam encontrados. Além disso, ele afirmou que provavelmente o meteoro de Cáceres não pertence a nenhum radiante já antes catalogado.