Explosão dos casos de dengue acende alerta: veja as principais diferenças da doença para a Ômicron

A temporada de chuvas fez com que o número de pessoas contaminadas com o vírus da dengue aumentasse muito. Com sintomas iniciais muito semelhantes ao da variante Ômicron, é preciso ficar de olho para diferenciar as duas doenças que estão em alta

Resumo da Notícia

  • O aumento do número de casos de dengue acendeu um alerta para a população
  • O problema ganha mais destaque por causa da época de chuvas
  • Veja com diferenciar essa doença dos sintomas da ômicron

As altas temperaturas são sinônimo de chuva. Com o aumento das tempestades, é preciso ficar de olho em um problema que não é antigo, mas que tem chamado atenção desde 2021: a dengue. Durante esse período, houve uma explosão no número de pessoas contaminadas com a doença.

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Só em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Saúde do Estado informou que só no ano passado foram contabilizados 143,8 mil casos de dengue. Por ter sintomas iniciais semelhantes aos da Ômicron, nova variante da covid-19, é preciso estar atento para saber diferenciar uma doença da outra.

Sintomas da dengue

  • Febre alta (39° a 40°) de início abrupto com duração de até 48h
  • Dor de cabeça
  • Dor atrás do olho
  • Dor muscular
  • Dor na barriga
  • Presença de manchas vermelhas no corpo
  • Náusea
  • Sinais de desmaio
  • Dificuldade na ingestão de líquidos
Explosão dos casos de dengue acende alerta: veja as principais diferenças da doença para a Ômicron
Explosão dos casos de dengue acende alerta: veja as principais diferenças da doença para a Ômicron

Sintomas da Ômicron

“Os sintomas da variante estão mais relacionados ao quadro original do coronavírus”, explica o dr.Filipe Prohaska, pai de Letícia e Luisa, infectologista da Oncoclínicas: quadro inflamatório gripal, congestão e secreção nasal sem comprometimento pulmonar, mas que em alguns casos pode haver necessidade de internação.

De acordo com Prohaska, a dificuldade em identificar a dengue de uma contaminação pela Ômicron acontece porque as doenças se manifestam de maneira parecida no começo dos ciclos. “Estamos em um período em que a dengue é muito comum. A evolução dos dois tende a ser diferente: a dengue dá dores no corpo de forma mais intensa junto com a febre, enquanto a covid-19 possui sintomas mais respiratórios e com a congestão nasal”.

Existem dois tipos de tratamento para a dengue, dependendo da manifestação dela no corpo do infectado: com medicação para aliviar a dor causada pela inflamação no corpo, aliado à hidratação rigorosa; e internação quando o quadro evolui para febre hemorrágica a partir do quinto dia de doença. “Nesse caso, o corpo dá sinais de alarme: dor de cabeça, queda de pressão, dores abdominais e falta de ar. É preciso ter muito cuidado”, enfatiza o especialista.

Prohaska reforça que a melhor maneira de identificar as doenças é realizando exames. Isso ajuda a fechar o quadro do diagnóstico e, dessa maneira, tratar cada problema de maneira adequada. Além disso, é preciso ficar atento com o acúmulo de água que facilita a criação do mosquito e propagação da dengue. Em tempos de chuva, certifique-se de eliminar pontos de água parada.