Fábio Porchat diz que era quase surdo na infância: “Operei”

Ator contou diversas curiosidades da vida pessoal no Instagram e disse que teve que fazer uma cirurgia para corrigir o problemas

Resumo da Notícia

  • Fábio Porchat disse que quando criança tinha pouca audição nos dois ouvidos
  • Ator também contou que teve que fazer uma cirurgia para ouvir melhor
  • Fábio Porchat ainda falou uma curiosidade sobre a escolha do nome quando era bebê

Fábio Porchat falou sobre curiosidades da vida pessoal no Stories do Instagram na última terça-feira, 30 de março. Nas imagens, o humorista disse que quando criança tinha pouca audição nos dois ouvidos e teve que fazer uma cirurgia para ouvir melhor.

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Fábio Porchat diz que tinha problemas de audição na infância (Foto: Reprodução / Instagram / @fabioporchat)

Ele ainda comentou que a descoberta da condição veio devido ao comportamento em casa. “Eu já operei. Mas, quando era pequenininho era surdinho. Tinha quarenta por cento de audição em um ouvido e vinte no outro, só. Minha mãe descobriu isso porque eu via TV muito perto e muito alto, e sempre falava: ‘Que?’, ‘que?’”, disse Porchat.

E continuou: “Ela pensou que eu não estava ouvindo direito. Eu operei, fiquei com dreno na orelha, e não podia nem ir na piscina“.  Fábio Porchat aproveitou e disse outra curiosidade. “Eu não mergulho de cabeça na piscina porque entra água no meu ouvido. Eu odeio quando entra água no ouvido, tenho esse trauminha. Sempre que mergulho, saio balançando a cabeça muito rápido”.

Além disso, Porchat contou que além da operação dos ouvidos, precisou retirar a adenoide, que são duas pequenas glândulas semelhantes às amígdalas, aos 3 anos de idade. “Você tem a sua? Parabéns, eu não”, brincou o ator na rede social.

Por fim, o humorista disse que a mãe escolheu o nome dele de Pedro, mas o pai acabou escolhendo Fábio. “Minha mãe queria que eu chamasse Pedro, combinou com o pai, ele foi registrar no cartório e ele se chama Fábio e me registrou como Fábio. Os tempos mudaram, né? Ainda bem”. disse.

Surdez: como perceber a condição e os principais exames

Para detectar a surdez nos filhos não é tão difícil: os pais precisam se atentar aos eventuais atrasos na comunicação e em como a criança interage com os sons de todas as intensidades e, assim, investigar a audição caso necessário. Não atender ao chamado do próprio nome e não reagir a barulhos, por exemplo, são sinais que você deve ficar atento, principalmente se seu filho ainda é um bebê.

Quatro em cada mil bebês nascem com algum tipo de deficiência auditiva no Brasil. O teste da orelhinha, obrigatório por lei e que deve ser feito nas maternidades, é o primeiro passo que pode mostrar se algo não está bom. Mas como suspeitar? Quais os tratamentos disponíveis? Quais as causas? A médica otorrinolaringologista, Dra. Jeanne Oiticica, mãe de Pedro e Rodrigo, explica sobre deficiência auditiva em bebês e crianças. Confira:

Quando a criança ainda é um bebê, deve ser mais difícil perceber problemas auditivos. Quais sinais podem servir de alerta para os pais?

A criança que não atende ao chamado do próprio nome. Que nem sequer balbucia sílabas simples quando o esperado pela idade é que já o fizesse. Que não se assusta com sons estridentes e não vira a atenção em direção à fonte sonora.

Algum teste que pode ser feito em casa?

A suspeita pode ser levantada caso algum desses itens acima seja percebido pelos pais ou cuidadores da criança. Por lei imposta pelo Ministério da Saúde, toda criança recém-nascida deve realizar o Teste da Orelhinha ou Triagem Auditiva Neonatal já nas primeiras 48 horas de vida, ou em até 28 dias após o nascimento. O objetivo é identificar precocemente se há surdez ou perda auditiva. Isso é importante porque quanto mais precoce o diagnóstico, melhor será a resposta da criança ao tratamento de reabilitação auditiva. O exame é indolor, não invasivo, realizado durante o sono do bebê pela fonoaudióloga, e dura em média entre cinco e 10 minutos.

Quando a deficiência auditiva é diagnosticada ainda bebê, é indicado que tipo de tratamento? Aparelho auditivo já pode ser usado?

Caso o bebê não passe no teste, o mesmo deve ser encaminhado para avaliação otorrinolaringológica mais ampla, e tratamento específico, que pode ser aparelho de amplificação sonora individual ou implante coclear.

A partir de qual idade é indicado o uso de aparelho auditivo?

O aparelho de amplificação sonora pode ser adaptado desde cedo, por volta dos 6 meses de idade e idealmente antes dos 2 anos de vida.

Os modelos são diferentes dependendo da idade da criança?

Existem modelos diferentes, mas o que direciona a escolha não é necessariamente a idade da criança e sim o grau de surdez ou perda auditiva.

Quais os principais problemas auditivos em crianças?

Mutação genética (surdez hereditária), malformação congênita (durante o desenvolvimento fetal), infecções durante o período gestacional (sarampo, rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose), sofrimento fetal, medicamentos, entre outros.

E na idade escolar, é comum a criança não reclamar e, mesmo assim, apresentar deficiência auditiva?

É possível que a criança não reclame. Entretanto, a escola (as professoras e coordenadoras) percebe a dificuldade e limitação de rendimento escolar. Isso costuma ser sinalizado aos pais, que devem buscar avaliação médica imediata.

Algumas deficiências auditivas, quando tratadas ainda na infância, podem ser curadas?

As deficiências auditivas podem ser adequadamente tratadas e a criança plenamente reabilitada para que seja um ouvinte normal, desde que use aparelho de amplificação sonora individual ou implante coclear, a depender do caso.

Quais as causas que podem levar a uma deficiência auditiva na infância?

As causas genéticas ou hereditárias, malformações de ouvido, além das ambientais (infecções, meningite, otites, entre outras).