Falta de antibióticos e antialérgicos em farmácias de São Paulo gera preocupação nas famílias

A pesquisa foi feita em maio, pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, mas o problema persiste e ainda não há perspectiva de ser solucionado

Resumo da Notícia

  • Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo mostra há diversos medicamento em falta nas farmácias paulistas
  • Entre eles, remédios básicos como antibióticos (93,5%), mucolíticos (76,5%), antialérgicos (68,6%) e analgésicos (60,5%)
  • Em nota,  o Ministério da Saúde informa que tem articulado com a Anvisa medidas para combater o problema

Falou em inverno, as mães e os pais já ficam com “um pé atrás”. O tempo frio e seco é propício para a transmissão de vírus e o gatilho das doenças respiratórias e quadros infecciosos. Nessa época, os hospitais pediátricos ficam lotados e até costumam colocar aviso no pronto-socorro justificando o tempo mais longo de espera.

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Antibióticos, mucolíticos, antialérgicos e analgésicos estão em falta nas farmácias paulistas (Foto: Getty)

A preocupação fica ainda maior se não há remédio! Uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo mostra que os antibióticos estão entre os medicamentos com maior escassez no mercado. Amoxicilina e azitromicina são os que mais faltam no estado paulista.

Segundo o levantamento, feito entre 19 e 30 de maio deste ano, 1.152 farmacêuticos do estado, 98,5% dos profissionais disseram sofrer com o desabastecimento de remédios. Entre as categorias que mais relatam ter dificuldade de comprar estão os antibióticos (93,5%), mucolíticos (76,5%), antialérgicos (68,6%) e analgésicos (60,5%).

“Meu filho precisou tomar Amoxicilina para tratar sinusite e eu tive que andar mais de 10 farmácias na região da zona leste da capital paulista para conseguir encontrar o medicamento. Fiquei fazendo o cálculo para ter certeza se a dose seria suficiente para não ter que parar o tratamento no meio”, conta Victor Medina, pai de Victor de 5 anos.

Segundo o CRF, a expectativa não é positiva. Eles explicam que o desabastecimento persiste e ainda não há um prazo para o problema ser solucionado.

Em nota, enviada do jornal Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde informa que tem articulado com a Anvisa medidas para combater o problema e que “trabalha sem medir esforços para manter a rede de saúde abastecida com todos os medicamentos ofertados pelos SUS”. Outra medida adotada pelo órgão foi foi liberar critérios de estabelecimento ou de ajuste de preços para remédios com risco de desabastecimento no mercado, além de diminuir o imposto de importação de insumos para alguns medicamentos, como dipirona e neostigmina.

Veja agora episódio nº2 do POD&tudo, o podcast da Pais&Filhos, com a Miá Mello: