Família adota moradora de rua que ajudou filha durante quadro de depressão: “Gratidão”

A jovem de 18 anos de idade superou os problemas psicológicos graças à amizade que estabeleceu com Josiana Pinheiro Lenci

Resumo da Notícia

  • Beatriz Hubner precisou ficar internada no hospital
  • Lá, ela conheceu a ex-moradora de rua Josiana Pinheiro Lenci
  • A família decidiu acolher a mulher após ela ajudar a jovem de 18 a superar o quadro depressivo

Aos 43 anos de idade, Josiana Pinheiro Lenci finalmente conquistou a tão sonhada família. A ex-moradora de rua, que vive na cidade mineira de Mutum, a 384 km de Belo Horizonte, foi “adotada” pela família de Gesiane Hubner, de 39, após a mulher ajudar a filha, Beatriz Hubner, que estava enfrentando um quadro de depressão.

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A jovem de 18 anos de idade ficou internada na UTI do Hospital São Lucas durante 35 dias para tratar um quadro de traumatismo e coágulos causados por um incidente, que aconteceu no dia 13 de outubro de 2021. Entretanto, este não era o maior problema da filha, de acordo com Gesiane, que também sofria com transtornos psicológicos.

Relato de Gesiane sobre a amizade entre a filha com Josiana
Relato de Gesiane sobre a amizade entre a filha com Josiana (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

Porém a situação começou a mudar em novembro, quando Beatriz conheceu Josiana Pinheiro Lenci. Após ser transferida para outra unidade de saúde da região, a adolescente conheceu a nova colega de quarto, que precisou ficar internada no hospital devido uma série de violências que sofreu na rua, o que a fez perder os movimentos da perna.

“A gente chegou, a Josiana estava sozinha no quarto. E a Beatriz ficou na outra cama. A Josi sempre brincou com ela, tentando interagir, mas ela não reagia. Até que um dia a Josi brincou que ia levantar da cama e puxar os cabelos dela. Aí a Beatriz começou a rir e falou assim: ‘Como você vai vir aqui puxar meu cabelo? Se você nem anda?’. E aí a Josi disse que dava um jeito”, lembrou a mãe de Beatriz.

Em dezembro, Beatriz teve alta. Entretanto, segundo Gesiane, a menina sofreu para deixar o hospital porque não queria deixar a amiga sozinha. Graças a uma autorização da assistente social que acompanhava a situação da moradora de rua, as três conseguiram ir para casa juntas, como uma família.

“É um propósito que Deus que eu fiz, gratidão por ele ter devolvido a vida a Beatriz e por a gente ter parado ali naquele quarto com a Josi, que era moradora de rua, que precisava de cuidados após receber alta. Eu senti vontade de ajudar de alguma forma”, explica a mulher, que, além de Beatriz, é mãe de outros dois filhos.