Família comemora guarda de papagaio de estimação após rumores de que ele sofria maus-tratos

Depois de ser avaliado por um veterinário descobriram que a ave era fêmea e não macho mas a os donos preferiram manter o nome

Resumo da Notícia

  • Uma família que criava um papagaio a mais de 10 anos chamado 'Arthur' conseguiu a guarda do animal
  • A justiça alegou que a ave não sofria de maus tratos e os donos não praticavam comércio ilegal de animais silvestres
  • O médico veterinário identificou que a ave é fêmea mas a família preferiu continuar com o nome masculino

Uma família em Fortaleza, Ceará, criou um papagaio a mais de 10 anos e deram o nome de ‘Arthur Nascimento Torres’, após ser encontrado em um terreno coberto por mata ainda quando era filhote a ave virou parte da família.

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O juiz federal Sérgio Fiuza Tahim de Sousa Brasil, da 26ª Vara da Justiça Federal no Ceará (JFCE), tomou a decisão após o laudo do veterinário constar que o animal não sofria maus tratos, e que a família não comercializava ilegalmente animais silvestres, portanto não havia a possibilidade de reinserção da ave à natureza ou encaminhamento para zoológico.

Após 11 anos com o papagaio a família finalmente ganha guarda do animal
Após 11 anos com o papagaio a família finalmente ganha guarda do animal (Foto: Reprodução/G1)

Segundo a Justiça Federal o animal é “criado solto, dentro de casa, e tratado como membro da família”. A família ainda ressaltou que o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres no Ceará, não recebia animais apreendidos a mais de 2 anos e o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) confirmou.

Mesmo depois do médico veterinário mostrar que o papagaio da espécie Amazona aestiva era fêmea, a família preferiu manter o nome ‘Arthur’. A posse de um animal silvestre sem a licença dos órgãos responsáveis é crime e pode dar prisão de 6 meses a 1 ano.