Família de Moïse desiste de administrar o quiosque onde congolês foi morto

De acordo com Rodrigo Mondego, procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, eles estão com medo de assumir o local

Resumo da Notícia

  • Família de Moïse não quer administrar quiosque onde o filho morreu
  • Eles estão com medo de assumir o local
  • A informação foi confirmada pelo advogado da família

A família de Moïse Kabagambe, congolês morto após ser agredido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, afirmou que não quer assumir a administração do quiosque, onde o jovem trabalhava.

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“Eles desistiram de assumir, não querem mais, por medo”, afirmou o advogado da família ao jornal “O Globo”. A informação foi confirmada por Rodrigo Mondego, procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.

“Eles querem marcar com a prefeitura para conversar. Eles aceitam outro quiosque, podem aceitar outra alternativa. Mas não aceitam ficar ali porque não vão se sentir seguros nunca. Porque já disseram que não vão sair de lá”, afirmou Rodrigo.

Família de congolês não quer administrar quiosque

Família de congolês não quer administrar quiosque (Foto: Reprodução / Henrique Coelho / g1)O acordo havia sido confirmado à família de que poderiam ter a concessão do estabelecimento. “Desde o início entendíamos que a gente deveria lembrar permanentemente as pessoas do absurdo crime cometido contra uma pessoa, no caso o Moïse. Entendemos que isso poderia se juntar à presença da própria família do Moïse ali. É uma oferta feita pela prefeitura, mas também da Orla Rio”, disse Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

“A decisão é de fazer a concessão, a entrega desses quiosques, para a família do Moïse. A Orla Rio está entregando uma carta compromisso, em que se compromete a ceder os dois quiosques, onde estão os quiosques Tropicália e Biruta, até fevereiro de 2030”, acrescentou.