Família de refugiados ucranianos recomeçam a vida no Paraná: “Atendidos da melhor forma”

As famílias de refugiados chegaram em Guarapuava, no Paraná, no final de março e contam como estão se adaptando a língua portuguesa

Resumo da Notícia

  • Ucranianos chegam ao Paraná com visto humanitário
  • Um deles conta sobre como veio para o Brasil com a família e a adaptação a língua portuguesa
  • Atualmente as 36 pessoas vivem em apartamentos no centro de Guarapuava

A região de Guarapuava, no centro do Paraná, vem sendo o local de refúgio e recomeço de 36 pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia. Entre eles está Iuri Martynchuck, que era empresário na Ucrânia e conseguiu ser dispensado da guerra por ser pai de quatro filhos pequenos.

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“Somos gratos primeiramente a Deus, mas estendemos essas bençãos para todas as pessoas da igreja [voluntárias] e a todas em geral, que se envolveram com a vida dos refugiados e que tem nos atendido da melhor forma possível”, falou o ucraniano.

A família está morando em um apartamento no centro de Guarapuava
A família está morando em um apartamento no centro de Guarapuava (Foto: reprodução/ RPC Guarapuava)

Muitas famílias chegaram no dia 20 de março no Paraná, com o visto humanitário. Desde a chegada, eles recebem ajuda de voluntários de uma rede mundial de igrejas. Para as crianças, é oferecido também o estudo. Nas escolas elas aprendem um pouco de português. O diretor do colégio, Cristiano Rank, falou sobre a comunicação entre os ucranianos com ajuda da tecnologia.

“Nós estamos ali utilizando na prática a pedagogia do amor. Nesse primeiro momento, a comunicação está sendo feita através de aplicativos. Alguns professores nossos falam inglês. Mas as crianças entendem muito bem. Estão sendo muito bem acolhidas” disse ele.

Já os adultos também estão se adaptando e aprendendo um novo idioma. Uma professora voluntária está oferecendo aulas de português gratuitamente aos refugiados.

A esposa de Iuri, Olga Martynchuk, também falou sobre a adaptação, “Nessa convivência, na cidade, e passeando pelas ruas, temos aprimorado a língua portuguesa. As crianças falam muito pouco inglês, mas se comunicam de forma bem avançada em português, apesar do pouco tempo aqui”.

A mulher dele também relatou a experiência (Foto: reprodução/ RPC Guarapuava)

Na cidade de Guarapuava, tem 22 crianças e adolescentes e 14 adultos que vieram refugiados por conta da Guerra que a Ucrânia enfrenta. No início, eles ficaram por mais de 10 dias em uma chácara, mas no final de abril (22) foram levados para 11 apartamentos no centro da cidade.