Família é presa nos Estados Unidos após agredir homem por acreditar que ele “tornou o filho gay”

O caso aconteceu na Flórida, e a vítima ficou 14 horas deitada no próprio sangue e depois foi encontrada pela polícia

Resumo da Notícia

  • Uma família foi presa na Flórida, Estados Unidos
  • Os acusados agrediram e deixaram cego um homem que se relacionava com um dos membros da família
  • O caso aconteceu no final de 2020, porém após 6 meses a vítima decidiu relatar o ocorrido

Um homem de 31 anos foi agredido e ficou cego pela família do namorado, por acreditarem que o filho teria “se tornado gay” por influência dele. O caso aconteceu na Flórida, e a vítima ficou 14 horas deitada no próprio sangue e depois foi encontrada pela polícia.

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Segundo o jornal americano The Washington Post, os procuradores responsáveis pelo caso, Inna Makarenko, de 44 anos, Yevhen Makarenko, de 43, e seus dois filhos – Oleh, de 21 anos, e Vladyslav, de 25 – sequestraram o homem em sua casa na praia de Pompano, em agosto do ano passado, e o agrediram deixando-o por 14 horas gravemente ferido.

O caso começou no final de 2020, quando o homem, que não teve a identidade revelada, começou a namorar Oleh, filho mais novo da família. Os registros do tribunal mostram que Oleh tinha a chave do apartamento da vítima, já que ia frequentemente ao local. No meio de 2021, nove meses após o início do relacionamento, os pais de Oleh descobriram o namoro e culparam o homem por ter “tornado o filho gay”.

A família está sendo acusada de homofobia
A família está sendo acusada de homofobia (Foto: iStock)

No dia 6 de agosto, às 1h da manhã, a família de Oleh apareceu na casa da vítima de surpresa e a perseguiram para dentro do apartamento, quando “seguraram (a vítima) e começaram a socar, chutar e bater no seu rosto, cabeça e corpo”, de acordo com informações do mandado judicial reveladas pelo The Washington Post.

“Um deles agarrou um objeto desconhecido e o atingiu no rosto. Depois de cair no chão, ele fingiu estar morto para que acreditassem que ele estava morto e parassem de espancá-lo”, dizia o documento. Após 14 horas um policial que estava no prédio para atender um evento, notou a porta do apartamento aberta e resolveu entrar, foi quando encontrou o corpo de Oleh.

O homem não contou imediatamente à polícia o que aconteceu, alegando que estava bebendo e caiu. Apenas seis meses depois decidiu contar aos promotores que “sua memória do incidente” havia retornado e apresentou formalmente a queixa contra Oleh e sua família. Segundo os promotores, o ataque deixou o homem cego e com ferimentos extensos, como inchaço cerebral, hematomas graves, múltiplas fraturas em seus ossos faciais, mandíbula fraturada e uma concussão.

A família de Oleh nega as acusações e diz ser inocente. Mas o detetive responsável escreveu no mandado que as alegações do homem e outras evidências apontam para um potencial crime de ódio. No momento, a família está na prisão enquanto aguarda julgamento.

O advogado da família, Michael Glasser, disse ao canal de televisão americano WFOR que os acusados negam ter atacado o homem e que a credibilidade da vítima deveria ser questionada porque ele esperou seis meses para fazer as acusações.