Família perde guarda da filha seis anos depois de adotar criança e se revolta

decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça depois que a avó biológica entrou com um processo para pedir a guarda da menina

Resumo da Notícia

  • Uma criança que foi adotada há seis anos terá que mudar de família e passar a morar com a avó paterna, em Belo Horizonte.
  • A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça depois que a parente biológica entrou com um processo para pedir a guarda da menina
  • O caso deixou a família adotiva indignada

Uma criança que foi adotada há seis anos terá que mudar de família e passar a morar com a avó paterna, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça depois que a parente biológica entrou com um processo para pedir a guarda da menina. O caso deixou a família adotiva indignada.

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A advogada da família explicou que não houve apoio a criança (foto: Reprodução / R7)

“Tudo foi ignorado. O tempo de convivência, a qualidade da convivência entre nós e a nossa filha, a formação da personalidade. Ela vai fazer nove anos agora em janeiro”, desabafa a mãe, em entrevista ao R7.

De acordo com a advogada da família, Larissa Jardim, o processo de adoção foi todo concluído pela família, mas logo virou alvo de disputa quando a avó entrou com recursos requerendo a guarda da neta.

A advogada da família explicou que não houve apoio a criança (foto: Reprodução / R7)

“As crianças, muitas vezes, crescem nos abrigos e, como forma de remediar, o Judiciário encaminha essas crianças sem situação jurídica definitiva para a casa de uma família adotiva. Foi o que aconteceu nesse caso. A partir do momento que essa criança foi encaminhada para a adoção, a avó paterna começou a apresentar recursos requerendo a guarda dessa neta”, explica a advogada.

Assim, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou no último mês que a menina fosse imediatamente devolvida para a família biológica, permanecendo sob os cuidados da avó paterna.

Segundo Larissa, não houve qualquer preparo na criança para essa mudança. “Não houve avaliação da atual condição dessa avó paterna e nem dos traumas que seriam gerados nessa criança, que são evidentes”, conclui.