Família reencontra irmão desaparecido há 15 anos em vídeo emocionante

Cléber sofre de autismo e deficiência auditiva, e desapareceu em 2007, desde então a família não desistiu de encontrá-lo, a mãe infelizmente faleceu antes de reencontrar com ele, mas na última sexta-feira o finalmente encontro aconteceu

Resumo da Notícia

  • Cléber Santos Borges sofre de autismo e deficiência auditiva, e desapareceu em 2007 depois de fugir de casa
  • A família contou que nunca deixou de procurá-lo
  • A mãe morreu há dez anos à procura do filho, e o reencontro ocorreu na última sexta-feira

Cléber Santos Borges sofre de autismo e deficiência auditiva, e desapareceu em 2007 depois de fugir de casa. A família, que é de Embu das Artes, contou ao portal do G1 que sempre fez buscas e que a mãe morreu há dez anos à procura do filho. O reencontro foi finalmente concretizado na última sexta-feira.

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A polícia conseguiu identificá-lo pela digital e entrar em contato com a família. Cléber é deficiente intelectual, não fala e não escuta e chegou à polícia depois de entrar em um ônibus e fazer inúmeras viagens até o ponto final e não descer. A equipe o levou ao hospital, que acionou a polícia e conseguiu encontrar a família.

A família nunca deixou de procurar por Cléber
A família nunca deixou de procurar por Cléber (Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de São José dos Campos)

A irmã, Fabiana Borges, disse que mantinha os dados atualizados na delegacia e acompanhava as acolhidas em Embu das Artes, onde antes Cléber morava, e cidades vizinhas, e que a família nunca deixou de tentar encontrá-lo. “Minha mãe morreu tentando encontrar meu irmão, depois de um câncer. No leito ela cantava músicas de saudade para ele e nunca desistimos de tentar encontrá-lo. Não imaginava ele poderia ir tão longe pela condição dele. Eu mal posso acreditar que ele está de volta com a gente”, contou.

O reencontro aconteceu em São José dos Campos na sede da assistência social da cidade. Um vídeo gravado pelas assistentes sociais mostra o momento em que Cléber vê a irmã, reconhece e caminha até ela. “Foi um alívio vê-lo bem”, falou.