Famílias mostram união ao trabalharem todos juntos no mesmo hospital: confira as histórias!

Indivíduos relataram como é a experiência de trabalhar ao lado dos familiares, convivendo e dividindo o ambiente doméstico e o corporativo

Resumo da Notícia

  • Profissionais contaram como é trabalhar ao lado dos familiares. Principalmente, em relação a dividir o ambiente doméstico e o corporativo
  • Eles são: Mãe e filho, esposa e marido e irmãos gêmeos
  • Todos contara que trabalham juntos no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro

Esta família é realmente muito unida, provando que os laços familiares estendem-se até ao universo corporativo. Segundo reportagem do jornal Extra, os familiares: Marcela e Yuri Neves, Flávio e Carolina Bonfim, Iago e Felipe Carega – trabalham todos juntos no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro. Respectivamente, mãe e filho, marido e mulher e irmão gêmeos – contaram como é a experiência em trabalhar ao lado da família, dividindo tanto o ambiente doméstico e o de atividades trabalhistas. Além disso, contaram como foi atuar juntos durante a pandemia da covid-19.

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Flávio e Carolina Bonfim

“Trabalhei a pandemia toda no CTI de pacientes graves. Foi tenso, porque a doença surgiu abruptamente, com uma gravidade importante e letalidade alta, com pacientes evoluindo mal, e ainda havia o temor da contaminação. Mas era importante também que houvesse pessoas que tratassem daquelas que estavam com a doença”, disse a médica Carolina Ramos Bonfim, de 41 anos, esposa de Flávio.

Flávio e Carolina Bonfim
Flávio e Carolina Bonfim (Foto: Reprodução / Extra)

A Carolina divide o ambiente hospitalar junto de Flávio, seu marido. Os dois se conheceram ainda no ensino médio. Na época, os dois já tinham o plano de cursarem Medicina. No entanto, ambos se desencontrarem e vieram se encontra apenas anos depois. Durante esse período, Carolina chegou a cursar Odontologia e trabalho na área. Já Flávio, continuou estudando para Medicina. Momento seguintes, Carolina optou graduar-se em Medicina, e foi onde se encontrou com o Flávio, que estava terminando o curso tão sonhado.

“Como minha esposa está formada há menos tempo e eu tenho uma prática de 16 anos, sempre estive presente (ao lado dela), tirando dúvidas no sentido de prestar um bom serviço para o paciente’, diz Flávio sobre Carolina.

Marcela e Yuri Neves

O Yuri Neves trabalha há um ano como maqueiro do Hospital Ronaldo Gazolla, e foi ele quem levou a mãe para trabalhar no hospital. A Marcela, de 48 anos, atua na área de serviços gerais. “Não vejo desvantagem de trabalhar com a mãe. Tem gente que não gosta. Eu adoro. Como somo amigos, dá tudo certo. Quando éramos do mesmo plantão, íamos e voltávamos e também almoçávamos juntos”, disse Yuri.

Marcela e Yuri
Marcela e Yuri (Foto: Reprodução / Extra)

Segundo o Extra, os dois moram sozinhos em Coelho Neto, na Zona Oeste, sendo assim, não tinham grandes preocupações de levar o vírus para casa e contaminar outros familiares. A principal preocupação era uma tia idosa, que morava em outra casa, porém, no mesmo quintal. “Apesar de todo os cuidados e aparatos de EPI, dava medo. Mas encarei e tirei numa boa. Não peguei uma gripe”, falou Marcela.

Iago e Felipe

Os médicos Iago e Felipe, de 29 anos, optaram por fazer o mesmo curso. No entanto, acabaram passando para universidades diferentes. Mas agora se reencontram no meio corporativo por trabalharem juntos no mesmo hospital. O Felipe dá plantão uma vez por semana na equipe chefiada pelo irmão gêmeo, o Iago.

“Como eu moro em outra cidade, é um incentivo a mais sair para trabalhar sabendo que vou encontrar o meu irmão. Vou mais animado do que iria normalmente, e é bom porque a gente compartilha ideias, questões de conduta de pacientes, e um ajuda o outro. É muito bom”, disse.

Iago e Felipe
Iago e Felipe (Foto: Reprodução / Extra)

Em relato, o Iago disse que esta no Hospital Ronaldo Gazolla há dois anos, aonde chegou no começo da pandemia. Além disso, conta sobre o caso mais mais lhe marcou durante esse período. “Ele não tinha comorbidades. Um dia olhou para mim, perguntou se ia ficar bem, e em menos de 24 horas morreu. Nesse momento, o sentimento é de impotência”, lamentou.