Família

Fernando Medeiros, ex-BBB, dá dica para futuros pais: “Não pode demorar para cair a ficha”

Assista a nossa live com ele na redação Pais&Filhos

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: Reprodução/Instagram @femedeirostt)

(Foto: Reprodução/Instagram @femedeirostt)

O relacionamento entre pai e filho é, além de lindo, essencial. Sempre ressaltamos aqui que é superimportante que o pai seja presente na criação da criança, já que essa figura é indispensável para o seu desenvolvimento. Fernando Medeiros, ex-BBB, marido de Aline Gotschalg e pai de Lucca, sabe disso. Por isso, decidimos conversar com esse paizão.

Tudo começou em um live que realizamos no nosso Instagram, Fernando comentou que gostaria de conhecer a nossa redação algum dia para batermos um papo sobre paternidade. Opa! Que surpresa boa. Óbvio que a gente já entrou em contato na hora. Ele participou da nossa edição da agosto da revista e, em homenagem ao Dia dos Pais, resolvemos chamá-lo para uma conversa aqui na nossa redação e transmitimos tudo ao vivo. Separamos nossas respostas favoritas do Fernando para você dar uma olhada:

Logo que vocês saíram da casa em 2015, a Aline já engravidou. Isso foi planejado?

Nós começamos a namorar e, depois de um tempo, conversamos “Poxa, a gente se ama tanto, vamos ter um filho”. E sempre ficávamos falando sobre isso. Resolvemos que ela ia parar de tomar o anticoncepcional e, se a gente for contar, logo na semana que ela tirou o remédio, ela engravidou. Foi nosso presente.

O que mudou em você depois da chegada do Lucca?

Tudo. Eu sempre falei que achava que não ia nem casar, mas ia ter um filho. Acabou que eu casei com a mulher que eu amo e tenho um filho, então foi bom demais. Mas eu sempre tive uma vontade de ser pai. Quando meu pai faleceu, há cinco anos, essa vontade cresceu ainda mais.

Quando eu recebi a notícia, eu já me identificava como pai, então a ficha já caiu ali. Às vezes falam aquilo de que a ficha só cai quando segura o neném, mas desde o primeiro momento eu me senti muito paizão, de querer participar de todas as fases da gestação, ajudar a Aline. Eu tenho o maior orgulho de ter participado de todos os momentos, sabe?

Você teve um paizão?

Eu tive um paizão. Meu pai era de uma geração diferente, né, uma geração que o pai era o provedor, que chegava em casa, ganhava o dinheiro e trabalhava o dia todo. Ele sempre foi um paizão presente, mas era mais linha dura. E isso também me ajudou muito com relação à minha personalidade e meu comportamento hoje porque algumas coisas a gente realmente precisa de regras. Mas, quando ele faleceu, ele me motivou muito a querer passar o que ele passou para mim para o meu filho.

O que você mais carrega do seu pai que você passa para o seu filho?

A dar o carinho na hora certa. Meu pai sempre mostrou que tem hora para tudo. Isso faz com que hoje eu seja muito pé no chão e saiba identificar os momentos que eu tenho que ceder com o Lucca. Então essa disciplina que ele tinha comigo eu carrego bastante.

Além de dividir suas experiências no seu canal do Youtube, você também recebe muitas mensagens que te ajudam?

Muita. Tanto histórias de pessoas sobre quando tiveram seus filhos, como de pessoas que estão programando ter por que me viram de inspiração. Isso me motiva muito.

Por conta do trabalho, vocês viajam muito. Como é manter a rotina dessa criança no meio disso?

Trabalhamos bastante, então a gente realmente se divide. Costumamos dizer que temos guarda compartilhada, nós conseguimos dividir o nosso tempo sozinhos e também nosso tempo com o Lucca. Então a gente tenta se organizar para fazer com que essa divisão seja bem homogênea para que tudo ocorra da melhor forma possível. E rotina é tudo. Nessa faixa etária a gente precisa colocar rotina.

Quando a Aline engravidou, como foi o processo da gravidez? Como você participou?

Quando a gente fala de uma forma bonita, a gravidez é linda, mas só quem realmente passou por ela sabe o quanto é difícil. Uma mulher durante os 9 meses de gestação vai sofrer com enjoo, vai ficar mais estressada, não vai se sentir bonita. Por exemplo, a Aline trabalha com a imagem e o corpo dela mudou totalmente. Então nós, homens, temos que ser muito parceiros desde o primeiro dia. Não tem aquela coisa de demorar para cair a ficha, não.

Como foi a sua experiência no parto normal dela?

A Aline sempre disse que queria ter parto normal, mas ela tinha uma amiga que teve parto natural, que é aquele diferente feito em casa. Ela começou a pensar nessa ideia e nós assistimos um vídeo de parto natural. Assim que assistimos, mudamos de ideia na hora e voltamos para a opção do parto normal.

Foram 14 horas de trabalho de parto, um processo longo. Eu sofri bastante. Postei até um vídeo sobre o parto. Fiquei com medo. A anestesia não pegava.

Como você descreve a emoção de ver o seu filho nascer?

Muito difícil falar. Eu chorei tanto que eu tinha que limpar meus olhos para conseguir enxergar. É difícil falar o que você sente nesse momento. Foi a melhor sensação da minha vida e o melhor momento até hoje. Mas acho que isso foi justamente por eu ter participado de todos os momentos.

Tem alguma coisa que o Lucca fala ou faz que te toca muito?

Ele começou a falar ‘te amo’ agora. A gente sempre ficava falando “Fala te amo filho”, mas ele falava tudo, menos o ‘te amo’. Um dia, do nada, ele soltou um ‘te amo’. Nossa!

Assista o nosso live com ele direto da nossa redação:


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