Filha da primeira vítima de Covid-19 no Brasil perde mais 4 parentes para a doença

Thaís Aparecida da Silva perdeu a mãe, os avós, e dois tios para o coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, Rosana Aparecida Urbano foi a primeira brasileira a perder a vida por causa do vírus.

Resumo da Notícia

  • Thaís Aparecida da Silva é filha da primeira vítima feita pelo Covid-19 no Brasi
  • Além da mãe, a mulher perdeu o avô, a avó, um tio e uma tia para a doença
  • Rosana Aparecida Urbano, de 57 anos, deixou a família no dia 12 de março

Thaís Aparecida da Silva é filha da primeira vítima feita pelo Covid-19 no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Além da mãe, a mulher perdeu o avô, a avó, um tio e uma tia para a doença. Rosana Aparecida Urbano, de 57 anos, deixou a família no dia 12 de março.

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Rosana tinha 57 anos (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu perdi a minha mãe no dia 12 [março], logo após a minha avó, em seguida o meu tio, depois o meu avô e por último minha tia, tudo em um período de 40, 50 dias e todos com Covid. O meu avô, quando descobriu que a minha mãe e minha avó não tinham resistido, ele ficou muito mal, ele já não comia, não conversava mais. Então, acho que ele se entregou de uma certa forma”, contou Thaís, em entrevista ao G1.

A filha de Rosana lamenta as perdas de todas as famílias para o Covid-19 e diz que a mãe sempre ajuda os outros, além de cuidar muito bem dos filhos. “Acho que minha mãe é um exemplo de mãe e guerreira. Ela se foi, mas cumpriu o papel dela aqui”, afirmou ela. A mulher foi internada no Hospital Municipal Doutor Carmino Cariccio, em São Paulo, no dia 11 de março, mas a confirmação da infecção pelo coronavírus só aconteceu no final de abril.

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Thaís também perdeu os avós e dois tios (Foto: Arquivo pessoal)

A família não sabe como Rosana teve contato com a doença. “Ela fez a ficha pra entrar no hospital para visitar minha avô e a diabetes dele estava alta, fez o processo de medicação, ela começou a reclamar de falta de ar, tomou medicações e não melhorava, então fizeram a tomografia e deu que o pulmão dela estava bem delicado, bem afetado”, disse a filha. A falta de informação na época, segundo Thaís, ainda contribuiu para que o restante dos parentes também tenha se infectado. “A gente não estava preparado, a gente não trocou os devidos cuidados. Eu e meu padrasto que trocamos a minha mãe, eu peguei minha mãe no colo em vida para colocar na maca”, finaliza ela.

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