Filha de mulher que envenenou enteados diz ter visto líquido suspeito em prato

Carla, filha de Cíntia, contou sua versão sobre o caso de envenenamento de Fernanda e Bruno, segundo a mulher o prato de Bruno tinha uma substância verde fluorescente

Resumo da Notícia

  • Cíntia Mariano é acusada de envenenar os enteados Fernanda e Bruno
  • A menina não sobreviveu e morreu de intoxicação em abril
  • A filha de Cíntia prestou depoimento na sexta-feira e contou que havia algo estranho com o feijão de Bruno Cabral

Cíntia Mariano é acusada de envenenar os enteados Fernanda e Bruno, a menina não sobreviveu e morreu de intoxicação em abril. A filha de Cíntia prestou depoimento na sexta-feira (20), na 33ª DP, em Realengo, e contou que havia algo estranho com o feijão de Bruno Cabral, o jovem de 16 anos que passou mal, foi internado, mas sobreviveu.

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Para o delegado Flávio Rodrigues, que cuida do caso, ela contou que reparou em Bruno separando a comida, e que sua mãe perguntou se ele queria trocar o prato. Na sequência, pegou o prato do jovem, colocou mais feijão e devolveu para ele comer. “A declarante viu no prato de Bruno um líquido esverdeado escuro e brilhoso no fundo do prato, mas na hora não viu relevância nenhuma por acreditar ser tempero da comida”, diz trecho do documento a que a TV Globo teve acesso.

A madrasta é acusada de envenenar os enteados
A madrasta é acusada de envenenar os enteados (Foto: Reprodução/ Estado de Minas)

O depoimento trouxe ainda impressões de Carla no dia em que Fernanda Cabral, que morava com ela, e sua família passaram mal. Ela revelou que a jovem de 22 anos começou a sentir-se diferente depois de comer uma banana com mel e granola. “Em relação a morte de Fernanda, a declarante sabe informar que a mesma passou mal após fazer um lanche. Que Fernanda não comia a mesma comida que todos na casa, pois fazia dieta. Que Fernanda fez um lanche (banana com mel e granola) e em seguida foi deitar. Foi quando começou a passar mal. Que Fernanda falou que estava passando muito mal, que não estava enxergando e que as pernas estavam muito pesadas”, disse outro trecho do documento.

O delegado Flávio Rodrigues também já ouviu o depoimento do médico que atestou o óbito de Fernanda Cabral, mas este foi pouco esclarecedor, já que o profissional disse que apenas ajudou uma colega sem carimbo a assinar o documento de morte da jovem.