Filha de Zé do Caixão denuncia médicos que cuidaram do cineasta 2 anos após a morte do pai

Liz Marins entrou em um processo contra dois dos médicos que foram responsáveis por cuidar de José Mojica, o Zé do Caixão, quase dois anos após o cineasta morrer por conta de uma broncopneumonia

Resumo da Notícia

  • A filha do cineasta José Mojica decidiu denunciar dois médicos que cuidaram dele antes de sua morte
  • Conhecido como Zé do Caixão, o cineasta perdeu a vida após lutar contra uma broncopneumonia
  • Liz Marins diz que os médicos foram negligentes em relação à saúde do pai dela

Quase dois anos após a morte do pai, o cineasta José Mojica, conhecido como Zé do Caixão, Liz Marins decidiu denunciar dois médicos que cuidaram do idoso durante o período que ele estava internado no hospital por negligência. Mojica perdeu a vida em fevereiro de 2020 após perder a batalha para uma broncopneumonia.

-Publicidade-

“A minha denúncia é contra dois médicos, um que tirou ele da semi-uti quando ele estava estabilizado, grave, mas estabilizado, e mandou pro quarto e um médico que vendo o meu pai com a saturação despencando no quarto, não deu o atendimento imediato e ficou tentando nos convencer a deixá-lo morrer”, contou Liz em entrevista à GloboNews.

Mojica foi internado no dia 25 de janeiro de 2020 por causa da broncopneumonia e passou mal 10 dias depois, durante uma sessão de hemodiálise. De acordo com o prontuário médico, Zé do Caixão teria tido um desconforto respiratório que evoluiu para taquicardia, pressão baixa, respiração acelerada e queda de oxigenação no sangue. Logo após esse incidente, ele foi transferido do quarto para a semi-uti para ser observado.

Liz Marins, filha de Zé do Caixão, decidiu denunciar os médicos que cuidaram do cineasta por negligência dois anos após a morte dele
Liz Marins, filha de Zé do Caixão, decidiu denunciar os médicos que cuidaram do cineasta por negligência dois anos após a morte dele (Foto: Reprodução Instagram @lizmarinslizvamp)

“A médica chegou para nos conscientizar que a situação dele, deste dia 5 [de fevereiro], à tarde, era grave, que meu pai era dialítico, cardiopata, já com uma certa idade, estava com 83 anos e que o estado de saúde dele era bem delicado. Nós falamos, nós sabemos disso, enfim, faz tempo que há alguns anos a situação de saúde dele está frágil, ele já foi inclusive internado várias vezes nesse mesmo hospital e felizmente saiu de todas as internações. Eu falava, não só eu mas todos os familiares é que o que tinha que ser feito era tudo o que fosse possível pela vida dele mesmo”, disse.

Além disso, Liz conta que os médicos retiraram o pai dela da semi-uti para o quarto contra a vontade da família. “O médico falou, ‘fique tranquila que ele está estável’. Estável como? em níveis que só poderiam ficar em semi-uti ou uti?”, desabafou. “Eu pedi muito, entenda-se muito muito insistentemente para esse médico do 5º andar não passar o meu pai para o apartamento porque ele não estava em estado de saúde para apartamento, ele tinha que ser monitorado, tinha que estar com oxigênio adequado, e ele só tinha isso na semi-uti”, disse.