Filha faz denuncia contra hospital por amarrar e espancar mãe idosa

O caso aconteceu em Maceió, e a defesa do hospital alegou que a idosa teria sofrido uma queda e por isso estava com hematomas

Resumo da Notícia

  • Uma paciente de 60 anos disse ter sido agredida por funcionários do Hospital Portugal Ramalho
  • A filha da paciente abriu uma denuncia contra o hospital por maus-tratos
  • Segundo o hospital, a idosa sofreu uma queda

Uma paciente idosa de 60 anos está internada no Hospital Portugal Ramalho, na ala de psiquiatria e segundo ela, teriam amarrado e espancado ela. A filha da paciente, Eliema Silva, fez uma denúncia contra o hospital por maus-tratos, e em resposta a reportagem da TV Gazeta, o hospital alegou que ela havia sofrido uma queda.

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De acordo com relatos da filha, a paciente teria sido amarrada e agredida dentro da unidade. A paciente apresenta hematomas no rosto, nos braços e nas pernas. Elielma conta que a idosa foi internada no dia 14 de março, mas foi no dia 23 do mesmo mês que ela recebeu a informação de uma enfermeira de que a mulher tinha caído, machucado o joelho, e que seria enviada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaraguá para realizar um Raio X.

A mulher ficou com fortes hematomas no corpo
A mulher ficou com fortes hematomas no corpo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Segundo Elielma, o hospital teria informado ainda que a mulher retornaria à unidade psiquiátrica ainda na tarde do mesmo dia. “Mas passou o restante do dia, à noite e ela não retornou para mim para dizer que ela [paciente] tinha retornado para o hospital. E descendo para o trabalho no dia 24, eu desci para a UPA, porque achei estranho. Quando cheguei lá [UPA do Jaraguá], até então vi só os joelhos, mas quando os médicos tiraram a roupa dela de cima dela… A perna dela, unha dela, os braços, o calcanhar com uma ferida… Ela disse que foi muito amarrada no Hospital Ramalho”, contou a mulher.

Elielma relatou ainda à TV Gazeta que a mãe, ao voltar para a casa contou que havia sido agredida no hospital. A filha disse ainda que a mãe chorou muito e que disse ter sido amarrada. “Ela contou para mim que dizia: ‘Quero ir para casa’ e eles diziam: ‘não, a senhora tem que ficar aqui amarrada’. A advogada da família da idosa, Virgínia Eusébio, informou que acionou a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) e foi aberto um Boletim de Ocorrência. Também foi requerido, segundo ela, um exame de corpo de delito.