Filha faz fotos emocionantes segurando retrato do pai morto pela covid-19: “Faz muita falta”

Sâmya Gabriel Goulart Oliveira está prestes a viver o primeiro Dia dos Pais sem a presença de Antônio Carlos de Oliveira, de 69 anos

Resumo da Notícia

  • Sâmya Gabriela Goulart é uma das milhares de pessoas que viverá o Dia dos Pais sem a presença de um pai
  • Isso porque Antônio Carlos de Oliveira perdeu a vida para a covid-19, aos 69 anos de idade
  • Para homenagear a memória do pai, ela decidiu fazer um ensaio fotográfico com retrato do pai
  • As fotos ficaram emocionantes

Sâmya Gabriela Goulart é uma das milhares de pessoas que viverá o Dia dos Pais sem a presença de um pai. Isso porque, aos 69 anos de idade, Antônio Carlos de Oliveira perdeu a vida para a covid-19. Por causa disso, ela decidiu homenagear a memória do pai com fotos emocionantes.

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Ao G1, Sâmya contou que a ideia de fazer um ensaio fotográfico segurando um retrato do falecido pai veio do próprio amor dela por fotografia. “Eu sou apaixonada por fotos, por eternizar momentos! E sempre quis fazer umas fotos mais bonitas, de estúdio mesmo. Dei de presente um ensaio para meu marido tirar com meu sogro e meus filhos e, por ser do Dia dos Pais, tive a ideia de levar uma foto do meu pai para sentir a presença dele, que faz muita falta”, comentou.

Ela fez uma foto segurando o retrato do pai (Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução/ G1)

Antônio faleceu em dezembro do ano passado, após 8 dias de intubação. “Os médicos chamaram alguém da família e decidi ir sozinha ao hospital. Imaginei que poderia ser algo grave, mas nunca o falecimento dele. Estava com o coração apertado, mas com esperança, até que o médico e a psicóloga vieram falar que ele havia morrido. Entrei em pane! Uma semana inteira angustiada sem poder ver meu pai. Sabe aquele momento que você não consegue acreditar? Não consegue se encontrar e entender o que tem que fazer? Foi assim que fiquei”, relembra, emocionada.

Sâmya e a família contam que, mesmo após 8 meses do falecimento de Antônio, eles se unem em uma mistura de resignação e “extrema saudade”. “Estamos mais conformados com a decisão do “cara lá de cima”, realmente não é fácil aceitar, não é fácil compreender. Temos momentos que conseguimos falar dele sem sofrer, mas em outros, que são mais difíceis, como foi no aniversário dele no dia 28 de julho, onde ele faria 70 anos e com certeza faria uma comemoração à altura”, comenta ainda Sâmya.

A família homenageou Antônio (Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução/ G1)

“Meu pai era pessoa de cara fechada, mas com o coração enorme. Sensível ao ponto de emocionar com programas de TV. Extremamente apaixonado com música. Tocava teclado, violão e cantava. Ele também amava pescaria, ‘esquecia’ da vida quando ia pescar, passava horas e horas pescando e muitas vezes não trazia nenhum peixe”, relembra enfim a filha, com saudades.