Filha que perdeu pai para câncer doa dinheiro de vaquinha para criança com a mesma doença

Após perder o pai para o câncer ela decidiu tentar ajudar menina que enfrenta a mesma doença

Resumo da Notícia

  • Carina Aparecida Borges da Silva, de 35 anos, perdeu o pai, Carlos Silva, aos 63 anos, por causa de câncer
  • Para conseguir bancar o tratamento, a família havia feito uma vaquinha virtual, que chegou aos 8 mil reais
  • Ela, após a perda do familiar, decidiu que o dinheiro acumulado devia ser doado para uma menina de 4 anos que enfrentava a mesma doença do pai

Carina Aparecida Borges da Silva, de 35 anos, perdeu o pai, Carlos Silva, aos 63 anos, por causa de câncer há 20 dias. Para conseguir bancar o tratamento, a família havia feito uma vaquinha virtual, que chegou aos 8 mil reais, no entanto eles não conseguiram gastar esse dinheiro com a medicação do parente. Segundo o Catraca Livre, a filha conseguiu ressignificar a própria dor e decidiu doar o dinheiro para uma criança que também luta contra a doença.

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“Como pedi o dinheiro para a finalidade de ajudar meu pai com o tratamento do câncer, achei que seria errado usar para qualquer outro fim, como pagar o enterro, e pensei que o certo seria doar para outra pessoa que estivesse em tratamento da mesma doença. Se não deu certo para o meu pai, pode dar certo para outra pessoa, e sei que ele gostaria que eu fizesse isso”, contou Carina ao G1.

Carina ao lado do pai, Carlos Silva, 63 anos (Foto: Reprodução/ G1)

Foi no dia do enterro do pai que a filha conheceu Luma César Fernandes, de 4 anos, com diagnóstico de câncer na cabeça. Assim que ouviu a história a mulher não teve dúvida que o dinheiro acumulado ao pai deveria ser doado para o tratamento da menina.

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Luma tem um tumor cerebelar meduloblastoma nível 4 e faz tratamento na rede pública, com ambos os pais desempregados e dois irmãos, um de 2 anos e um de 6 meses, não havia dinheiro sobrando para investir no tratamento da menina, tornando a decisão cada vez mais fácil. Tenho certeza que meu pai está orgulhoso da minha atitude, onde quer que esteja. Escolhi uma criança porque ela tem tanto o que viver na vida, e a Luma tem só 4 aninhos, e já passou por muita coisa. Eu olhei para ela e pensei: ‘E se fosse um filho meu?’. Lutei tanto para que o meu pai tivesse um tempo a mais de vida, e já que ele não teve, eu espero que ela tenha”, concluiu Carina.

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