Filho da rainha Elizabeth II perde direito de ser chamado de “sua alteza real” após acusação de agressão sexual

O Palácio de Buckingham emitiu breve comunicado para atualizar a condição de Príncipe Andrew, segundo filho da monarca britânica

Resumo da Notícia

  • Príncipe Andrew perdeu títulos militares e abriu mão de seus cargos honorários
  • Ele é acusado de ter mantido relações sexuais com Virginia Roberts Giuffre, que era menor de idade na época
  • Segundo a BBC, o filho da Rainha Elizabeth II também perde o direito de ser chamado de "sua alteza real"

Nesta quinta-feira, dia 13 de janeiro, o Palácio de Buckingham informou em um comunicado oficial que Príncipe Andrew, o segundo filho da rainha Elizabeth II, renunciou aos seus títulos militares e abriu mão de seus cargos honorários, que foram devolvidos à monarca britânica. A decisão foi tomada ao mesmo tempo em que ele enfrenta um processo civil nos Estados Unidos, sob acusação de ter mantido relações sexuais com Virginia Roberts Giuffre, menor de idade quando a agressão ocorreu. 

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Príncipe Andrew e Rainha Elizabeth II
Príncipe Andrew e Rainha Elizabeth II (Photo by Duncan McGlynn/Getty Images)

“O duque de York continuará sem desempenhar nenhuma função pública e se defenderá neste caso em qualidade de cidadão privado”, anunciou a instituição no comunicado. A partir deste parecer, Príncipe Andrew também perde o direito de ser chamado de “sua alteza real”, de acordo a emissora britânica BBC.

Relembre o caso

No dia 9 de agosto de 2019,  a corte americana revelou alguns documentos sobre o esquema de tráfico sexual do bancário Jeffrey Epstein. Neles, existem relatos de que Andrew esteve envolvido em algumas ocasiões.

As acusações foram feitas em 2015 quando Virginia processou a socialite Ghislaine Maxwell, amiga íntima de Epstein. Nas 2.000 páginas do documento oficial, Virginia Roberts alega que  aos 15 anos foi recrutada por Maxwell para trabalhar como massagista para Epstein. 

“Eu pensei que fosse um trabalho onde eu aprenderia a massagear. Foi o que ela me disse. Eu não sabia que essas outras coisas aconteceria eventualmente”, contou Virginia em entrevista para o jornal britânico Daily Mail.

Ela contou que, assim que iniciou seu trabalho, foi instruída a dormir com amigos do seu chefe, entre eles, o Principe Andrew. Ela relatou às autoridade que aos 17 anos dormiu com o príncipe Andrew quando estava em Nova York.

Principe Andrew e Virginia juntos em 2011, quando ela tinha apenas 17 anos (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Johanna Sjoberg foi testemunha e também recrutada por Maxwell para o posto. Ela afirma que o duque pegou em seus seios para uma foto, em 2011, quando estavam no apartamento de Epstein em Nova York.

“Eu só lembro de alguém sugerindo uma foto, e nos disseram para irmos para o sofá. Assim, Andrew e Virginia sentaram no sofá, e colocaram um boneco no seu colo. Enquanto eu sentei no colo de Andrew. Eles pegaram a mão do boneco, colocaram no peito da Virgínia e Andrew colocou as suas no meu”, contou em depoimento.

O palácio de Buckingham, no entanto, negou qualquer acusação, não explicou a foto que o príncipe Andrew aparece abraçando Giuffre, muito menos sobre os encontros entre ele e Epstein. “As alegações são falsas e sem fundamento algum. Isso se refere a processos nos Estados Unidos, os quais o duque de York não faz parte ”, reportaram.

Epstein e Andrew conversando (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Epstein foi preso em Nova York em julho e morreu na última sexta-feira, 10 de agosto. Apesar de indicar suicídio, o FBI abriu inquérito para o caso.