Filho de Chorão encontra 600 horas de material inédito de Charlie Brown Jr

Alexandre Abrão afirmou ter encontrado fitas de conteúdos que nunca divulgados

Resumo da Notícia

  • Filho de Chorão encontrou 600 horas de conteúdo inédito do pai
  • Recentemente, ele esteve envolvido em uma polêmica envolvendo dois integrantes da banda Charlie Brown Jr
  • Marcão, ex-guitarrista desmentiu a informação do jovem sobre dívida "impagável" da banda

Alexandre Abrão, filho do cantor Chorão, encontrou cerca de 600 horas de conteúdo inédito de Charlie Brown Jr. Recentemente, ele esteve envolvido em uma polêmica envolvendo dois integrantes da banda em que o pai fazia parte, Marcão e Thiago Castanho.

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“Tem um conteúdo inédito. Quando o pessoal do documentário veio falar comigo, eu tinha cerca de 800 fitas e eu cedi para eles o material. Eu cedi 800 horas de material bruto para um documentário e não recebi 1 centavo. Apoiei, fiz minha parte, tentei divulgar o máximo que consegui”, afirmou Alexandre em entrevista ao g1. “Depois disso, eu achei em torno de 600 fitas a mais. Então, tem muito material de coisas inéditas”, completou.

Filho de Chorão fala sobre dívida impagável que o pai deixou
Filho de Chorão diz que encontrou cerca de 600 horas de conteúdo inédito de Charlie Brown Jr. (Foto: reprodução G1 / divulgação)

Marcão, ex-guitarrista do Charlie Brown Jr, afirmou que o filho de Chorão teria mentido sobre a dívida impagável que o cantor deixou a família antes de morrer. O artista usou as redes sociais para se pronunciar.

Sobre isso, Marcão afirmou que nunca foi contatado para projeto algum – e, de antemão, já rebateu críticas de fãs que acreditavam que ele tinha recusado o projeto. “Falam que eu não fui uma coisa, não fui outra, que eu fui mesquinho. Mas a verdade é que eu nunca fui contatado por eles para absolutamente nada. Ninguém falou: ‘Preciso que você faça isso, senão vou sair'”. O artista ainda contou que, junto de Alexandre, estava dando entrada em um instituto com as duas antigas empresas de Chorão: CBJR e C.Brown Jr.

Marcão ainda contou que a “dívida impagável” é referente aos direitos autorais dos guitarristas – e a quantia está, de pouco em pouco, sendo paga. “Até hoje essa dívida impagável está aí. A gente paga de pouquinho em pouquinho, porque retém os direitos artísticos. Isso é uma coisa que ninguém sabia”, disse.

Entenda o caso

Alexandre Abrão, filho de Chorão, contou que está tendo dificuldades para administrar o legado que o músico deixou. Segundo o que ele contou em entrevista ao G1, Chorão comprou os direitos da banda dos outros músicos. Para levantar o dinheiro, fez uma dívida ‘impagável’ com a gravadora, que está sendo descontada dele até hoje.

“Desde que meu pai faleceu, uma das pessoas que trabalhava com o meu pai falava: ‘O Chorão tem uma dívida impagável com a EMI’. Até hoje essa dívida impagável está aí. A gente paga de pouquinho em pouquinho, porque retém os direitos artísticos. Isso é uma coisa que ninguém sabia”, disse ele.

Chorão
Filho de Chorão conta que o músico deixou uma dívida “impagável” (Foto: reprodução / Instagram / @maluvallentinemtz)

Ele também está enfrentando problemas em relação a um projeto que envolve os participantes da antiga banda. No mais recente, os guitarristas Marcão e Thiago Castanho decidiram sair desse projeto. Segundo Alexandre, Thiago e Marcão romperam com ele em 2021 sem querer conversar, e que uma reconciliação depende dos dois.

Ele diz que considera uma honra cuidar do trabalho do pai, mas que já viu isso como um fardo e que faz acompanhamento psicológico desde que ele faleceu, em 2013. Marcão e Thiago ainda não se pronunciaram depois do desentendimento do grupo.

Alexandre contou, também, que atualmente gasta todo seu tempo focado na banda. “Hoje eu fico praticamente 100% do tempo focado no Charlie Brown. É 24 horas por dia, 7 dias por semana, não tenho feriado nem final de semana. Como a gente lida com entretenimento, música, vídeo, rede social, é sempre uma coisa madrugada adentro e de manhã cedo continua”, contou.

Apesar das dificuldades, ele conta que se sente honrado de seguir o legado do pai. “Tem coisa que é legal e coisa que é chata. Mas sempre que alguém vem falar de Charlie Brown comigo é uma honra. Se eu estou aqui hoje trabalhando com as coisas do meu pai, se ele foi quem foi, foi por causa dos fãs, dos amigos, das brigas, disso tudo”, completou.