Filho de faxineira que passou em 9 universidades dos EUA ajuda estudantes a irem para fora do país

Fred Ramon, um homem de 21 anos, filho de faxineira e ex-aluno da rede pública, foi aprovado em 9 universidades norte-americanas no ano passado. Agora, de férias em Recife com a família, ele ajuda outros jovens a seguirem o sonho como ele fez

Resumo da Notícia

  • Fred Ramon é um jovem que passou em 9 universidades dos Estados Unidos
  • Ele é filho de uma faxineira e estudou a vida inteira em escola pública
  • Hoje, Fred ajuda outros estudantes a estudarem fora do Brasil

Fred Ramon, um homem de 21 anos, filho de faxineira e ex-aluno de rede pública, foi aprovado em 9 universidades norte-americanas no ano passado. Agora, de férias em Recife com a família, ele ajuda outros jovens a seguirem o sonho como ele fez.

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O jovem considera isso sua missão: por meio das redes sociais, ele ajuda estudantes que estão estudando para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a passar em universidades tanto nacionais quanto estrangeiras.

“Quero que as pessoas acreditem mais que podem alcançar o que quiserem, independente de qualquer desafio. Nada é para sempre. Nenhuma dor e eu quero inspirar mais jovens a sair da favela, das comunidades, da periferia, e chegar a espaços que historicamente foram negados pra eles estarem”, contou ao G1.

Fred Ramon foi aprovado em 9 universidades dos Estados Unidos
Fred Ramon foi aprovado em 9 universidades dos Estados Unidos e hoje ajuda outros estudantes a conquistarem seus sonhos (Foto: Reprodução G1)

Hoje, Fred mora e estuda em Los Angeles, na Califórnia, onde cursa administração em negócios e faz especialização em teatro. “A primeira coisa [para estudar fora] é você saber um pouco de inglês, porque toda a base pra estudar fora exige inglês. Essa é a dica que eu insisto”, explica Fred.

Pablo Vinícius, de 18 anos, é aluno de Fred e sonha em viver fora do país. “Sonho em estudar fora, fazer artes visuais no exterior e conseguir ser reconhecido Brasil e viver da minha arte e fazer outros jovens também, sobreviver”, contou.

“O que eu aprendi mais de valioso é que, mesmo com medo, mesmo que você tiver com falta de coragem, falta de apoio, você tem que persistir, meter a cara e fazer. Mesmo sem recursos, porque as pessoas querem ver a gente batalhando e conquistando o nosso espaço”, Pablo disse.