Fim da quarentena: 7 estados já afrouxaram o isolamento social contra coronavírus e São Paulo planeja transição

Os governos estaduais planejam a reabertura gradual da economia após o período das famílias em casa para se protegerem da covid-19, e infectologistas recomendam muito cuidado neste processo de retorno das atividades

Resumo da Notícia

  • Desde a semana passada, sete estados e o Distrito Federal, já afrouxaram o isolamento social
  • O isolamento social é uma medida para combater o novo coronavírus
  • Mostramos as decisões tomadas pelos governadores de casa estado
  • Infectologistas recomendam cautela nos planos de retomada
Sete  estados e o Distrito Federal afrouxaram o isolamento social causado pela pandemia do covid-19 (Foto: Getty Images)

Desde a semana passada, sete estados e o Distrito Federal, já afrouxaram o isolamento social, imposto para conter o avanço do novo coronavírus. Dentre esses estados estão: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe e Tocantins. São Paulo planeja a reabertura gradual da economia a partir do dia 11 de maio.

Infectologistas recomendam cautela nos planos de retomada. De acordo com o Jornal de Brasilia, o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), flexibilizou medidas para municípios fora da Grande Porto Alegre na semana passada. Ficou nas mãos dos prefeitos a decisão de reabrir o comércio. Na terça-feira, 20 de abril, ele divulgou um plano para implementar o distanciamento social controlado no Estado a partir de maio. Na prática, a ideia é criar um sistema de classificação das regiões conforme o avanço do surto e capacidade do sistema de saúde. Assim, definirá quais serviços poderão funcionar em cada área.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou a flexibilização no sábado e autorizou a reabertura do comércio em cidades de risco “baixo” e “moderado” – com taxa de infectados até 50% acima da média do Estado. Pela regra, só eram de alto risco Vitória e cinco cidades vizinhas. Os comércios autorizados devem respeitar o limite de um cliente por 10 m² e obrigatoriedade de máscara para funcionário. Horários também são restritos.

O governador catarinense, Carlos Moisés (PSL), liberou, já desde terça-feira, o funcionamento de templos e igrejas. A partir de hoje, também ficam autorizados shoppings, centros comerciais, galerias, restaurantes e academias. Todos os estabelecimentos devem seguir medidas de distanciamento social e higienização. “O achatamento da curva do coronavírus está fazendo sucesso, agora é hora de achatar a curva do desemprego”, disse Rodrigo Rossoni, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis.

Na última quinta-feira, 16 de abril, o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), liberou hotéis, motéis, pousadas, restaurantes e bares, sob recomendação de “rigorosas medidas de cuidado”. Também ficou definido que todo decreto com proibições será válido por sete dias, para que o governo avalia a necessidade de cada medida.

O Distrito Federal, da gestão Ibaneis Rocha (MDB), permitiu o funcionamento de óticas há uma semana. Antes, já havia liberado lojas de eletrodomésticos e prevê reabrir outros estabelecimentos a partir do dia 4.

Já em Tocantins, as recomendações para a “retomada gradativa” da economia. Segundo a gestão Mauro Carlesse (DEM), passou a ficar a cargo de prefeitos revogar ou manter regras de quarentena. A sugestão foi de reabrir serviços não essenciais, como shoppings, centros comerciais, galerias, bares e restaurantes, com orientação de “manter rígido” o controle de aglomerações. Segundo o governo, foi levado em conta que o Tocantins é o último no ranking de casos confirmados.

Outros Estados, como São Paulo, planejam a reabertura gradual da economia após a quarentena. A gestão João Doria (PSDB) deve anunciar esta semana o plano, para que possa ser implementado a partir do dia 11 de maio, quando é previsto o fim da quarentena. Mas, segundo o governo, esse processo dependerá do uso de leitos hospitalares, sobretudo de UTI, sua comparação com a demanda da região e o grau de urgência e segurança para reabrir cada setor.