Fiocruz já se prepara para iniciar a produção da vacina contra o Covid-19

A Fundação aguarda a liberação dos testes realizados pela Universidade de Oxford e deve fabricar 100 milhões de doses na fase inicial

Resumo da Notícia

  • A Fundação Oswaldo Cruz tem um acordo com a farmacêutica responsável pela fabricação da vacina desenvolvida em Oxford
  • A Fiocruz aguarda a liberação da vacina para iniciar a produção
  • O acordo dá direito a material suficiente para produzir 100 milhões de doses

A Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, já está se preparando para produzir a vacina contra o Covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Os pesquisadores anunciaram nesta semana que os primeiros testes indicaram que a vacina é segura e funcional, restando então apenas a fase 3 – eficácia comprovada num grande número de pessoas – antes da liberação.

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A vacina desenvolvida por Oxford já está na fase 3 (Foto: Getty Images)

O acordo firmado entre a Fiocruz e a AstraZeneca, a farmacêutica responsável pela fabricação da vacina de Oxford, dá direito ao recebimento de material para produzir 15,2 milhões de doses para o Brasil, já em dezembro. No início de 2021 mais 70 milhões de doses poderão ser fabricadas com uma nova leva de ingredientes farmacêuticos. Assim, a produção inicial deve disponibilizar 100 milhões de aplicações.

“Nós receberemos a vacina congelada, ela vai passar por um processo de descongelamento de 2 a 3 dias. Uma vez que esteja na fase líquida, é transferida para um tanque em aço inox para ser envasada, rotulada e embalada. Eu diria que, provavelmente, é o maior desafio da história (da fábrica) de Bio-Manguinhos. A grande vantagem é ter passado por experiências semelhantes como foi o caso de epidemia de febre amarela, o surto de sarampo e poder usar toda nossa competência para responder mais esse desafio’, explica o vice-diretor de produção Bio-Manguinhos/Fiocruz, Luiz Lima.

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