“Foi lindo ver a parceria deles”, diz Karin Roepke sobre encontro dos três filhos de Edson Celulari

Edson Celulari e Karin Roepke conversaram com exclusividade com a Pais&Filhos sobre as expectativas após a chegada de Chiara. O ator ainda é pai de Enzo e Sophia

Resumo da Notícia

  • Edson Celulari e Karin Roepke conversaram com exclusividade com a Pais&Filhos
  • O casal falou sobre a rotina após a chegada de Chiara
  • Edson já é pai de Enzo e Sophia, fruto do antigo relacionamento com Claudia Raia

Edson Celulari e Karin Roepke recentemente comemoraram a chegada de Chiara, primeira filha do casal. Por causa disso, o casal conversou com exclusividade com a Pais&Filhos, para falar sobre as expectativas com a bebê e com a parentalidade. Edson Celulari ainda descreveu o momento emocionante em que a caçula conheceu os outros dois filhos do ator, Sophia e Enzo, frutos do antigo relacionamento com Cláudia Raia. Confira!

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Vocês sempre quiseram ter filhos?

Edson Celulari: Eu adoro essa função. Quando eu tive o Enzo, há quase 25 anos, fiquei surpreso com o quanto gostei disso, com a Sophia eu confirmei e com a Chiara – sendo quase profissional! – eu relembrei. Acho que todo homem tem que ser pai, porque além de você pegar na mão e mostrar o mundo, você aprende a observar também, porque cada um é cada um.

Karin Roepke: Tenho que confessar que eu não admitia isso para mim. Sou atriz, e essa carreira demanda muito tempo, a gente não tem uma rotina – e eu não conseguia enxergar um bebê. E eu ficava adiando, até que chegou a hora certa e percebi que estou realizada, com o coração cheio de alegria, por ser mãe da Chiara! Hoje, percebo que sempre quis ser mãe.

Como foi quando vocês descobriram que seriam pais?

KP: Foi uma explosão de felicidade, porque a gente ficou um tempo tentando. Aí quando eu vi que, de fato, ia ser mãe, deu um frio na barriga, você pensa “agora muda tudo, não tem para onde fugir!”. Mas o bom é que isso dura nove meses. A natureza é muito sábia, né? O sentimento vai mudando, a conexão vai aumentando, e acho que tudo isso te prepara para, quando o bebê nascer, você realmente poder ser a provedora de vida e de leite que ele precisa.

EC: Eu fui pai pela primeira vez com 38 para 39 anos – e isso me deu bastante tempo para tirar qualquer dúvida sobre ser pai ou não. Com a Karin, eu já tinha a experiência de gostar muito. Acho que é uma coisa que tem que caber para o casal. Quando decidimos que era a hora, fizemos isso de mãos dadas e foi um processo lindo, foi muito emocionante ver as transformações da Karin.

Como foi o primeiro encontro da Chiara com o Enzo e a Sophia?

EC: Foi um momento muito emocionante. Claro que a nossa família se formou com a Chiara, mas quando se somam outros filhos é um fortalecimento e isso é muito bonito. E Sophia e Enzo, os mais velhos, receberam a Chiara de braços abertos. O primeiro sorriso que a Chiara deu, obviamente que ela não enxerga, mas foi escutando a voz da Sophia por uma ligação de vídeo. Foi realmente muito emocionante ver esse encontro. E eles estão doidos pela Chiara! Não querem nem ver o pai (rs).

KR: Foi lindo ver o sentimento de irmandade deles. O carinho, a cumplicidade. Eles querem construir as experiências deles com ela. Uma coisa linda que eles me disseram no dia que conheceram a Chiara foi: “Vou levar pra fazer isso, aquilo, passear não sei aonde…”. Então eles vão criar o núcleo de irmandade deles, vai ser demais! Independente das mães diferentes, eles têm o mesmo pai e é demais.

EC: Enzo e Sofia, como irmãos, têm uma relação extremamente forte desde pequenininhos. Quando eles ficavam uma semana sem se ver e se viam, eles não abraçavam pai ou mãe, eles se abraçavam. E parece que está vindo aí uma trilogia, porque vai ser a turma dos irmãos.

Qual foi a parte mais difícil da chegada da Chiara?

KR:  As cólicas. Porque dá uma dor no coração, você não sabe o que fazer, não saber como ajudar. E vejo ela pequenininha e fazendo força, dá uma dor na alma! Isso se estende na madrugada. Eu estou fazendo o que posso, dando os remédios que precisa, mas é muito difícil.

EC: Mas ela está se saindo muito bem! A Karin é a única que consegue acalmar a Chiara. Eu ainda tento colocar ela de barriga para baixo no meu braço, às vezes, mas é só a Karin chegar perto que consegue acalmar. É aflitivo esse momento, e até a mãe é limitada nesse momento.

KR: Teve uma madrugada que a gente colocou ela num balde de ofurô! E foi o que acalmou. Mas dá um desespero. Dá vontade de tirar a dor dela e passar para a gente assim, é muito difícil.

EC: Como isso sempre acontece a noite, nós ainda estamos meio atordoados. Você imagina a gente sonado em um box, no banheiro, com um ofurô! Tudo parece que se torna uma outra dimensão. Mas, quando é feito com amor, funciona!

Como vocês lidam com as pessoas dando pitaco na criação da filha de vocês?

KR: Eu acho que todas as pessoas que vem dar opinião querem ajudar. Porque é um carinho, né? Que bacana que quem já passou por isso consegue ajudar e compartilhar. Eu me sinto apoiada por outras mães. Então, por enquanto, tá sendo maravilhoso!

EC: Acho que é isso. As pessoas tem um carinho enorme conosco, e acompanharam de perto essa gravidez. Tudo é feito com interesse de ajuda. São votos de ter uma boa hora quando estava para nascer. São muitos votos, muitos desejos de alegria, de saúde e proteção. Não só dos nossos seguidores, mas de amigos, dos familiares também. Acho que a gente vai ter que brigar um pouquinho para ficar com a Chiara, porque ela está sendo muito disputada!

Como está sendo a parceria de vocês com a chegada da Chiara?

KR: Eu estou me desfazendo da poltrona de amamentação. Se eu estou sentada aqui, eu consigo amamentar bem, então decidi doar a poltrona. Uma vez o Edson percebeu que eu estava com o peso do copinho dela no ombro. Ele foi lá, pegou uma almofada e colocou embaixo do meu ombro. Eu falei que bacana é isso, o pai pode participar e olhar de perto.

EC: Karin e eu temos uma parceria de vida muito bonita. Até mesmo profissional, nós estivemos juntos durante a pandemia e fomos muito produtivos. E não poderia ser diferente agora, com a Chiara, é uma parceria que segue. É preciso ter a observação, a delicadeza, porque nasceu a criança o mundo vira a criança, mas ainda tem a mãe e o pai.

Edson Celulari e Karin Roepke falaram sobre a divisão de tarefas nos cuidados com a Chiara (Foto: Arquivo Pessoal)

Qual está sendo a parte mais deliciosa desse momento?

KR: Amamentar está sendo sempre muito especial. Toda vez que vejo a possibilidade de alimentar, dar vida, fazer crescer mesmo. Toda vez que vamos ao pediatra e ele conta que a Chiara engordou e cresceu, eu penso “gente, que coisa mágica. O meu corpo está produzindo alimento que está formando um ser humano”. É lindo isso!

EC: O primeiro beijo que dei na Chiara. O contato com aquele corpo, aquela pele. E eu fui castigado, porque começou a dar brotoeja nela. Tô contando os dias para ser liberado (rs)!

O que vocês esperam para o futuro da Chiara?

KR: O meu desejo maior é conseguir ajudar na formação de um ser humano equilibrado e decente – e que eu consiga não podar quem ela é, de fato. Que eu possa, através da minha maternagem, torná-la uma pessoa inteira, e não podá-la de acordo com as minhas expectativas. Quero que ela seja segura e livre. Porque eu acredito que quando a pessoa tem essa segurança, a vida flui bem e tudo dá certo.

EC: A gente sempre quer proteger. E vamos percebendo que não conseguimos evitar que a vida chegue inteira para os nossos filhos, com as coisas boas e ruins. Então você vai vendo, com o tempo – e isso aprendi com os meus outros dois filhos –  como prepará-lo para enfrentar as coisas da vida. Seu filho pode fazer coisas erradas, mas ele vai ter um material dentro dele para que saia do erro que cometeu. Acho que também é isso que a Karin falou, que a Chiara encontre o espaço dela, essa é a função dos pais.

Como a família de vocês influencia na criação?

KR: Graças a Deus eu tenho uma família que meu deu equilíbrio, muito amor, e me ensinou meu valor. E assim espero ser para Chiara: essa estrutura, essa base e esse porto seguro. Acho que é o lugar que a gente sabe que é aceito, que errou, acertou, e sabe que será aceito.

EC: Eu acho que família é tudo de bom, mas é tudo de difícil também. Acho que é um exercício constante. Claro que tem aquilo de ser tudo o que te deu referências: pai, mãe, o abrigo. Mas é o exercício de trabalhar a tolerância e a capacidade de trabalhar as diferenças. 

Família é tudo para vocês?

KR: Sim! Família é base, tudo. Hoje eu vejo que sou o ser humano que sou por causa do que minha família me deu. 

EC: Para mim, família é aquilo que soma, e é tudo! Sou muito feliz com a minha família.