Fortalecendo a corrente: empreendedorismo materno para ajudar outras mães

Conheça a trajetória de Carol Baldin para construir o próprio negócio, oferecendo cursos para formar baby planners. Segundo ela, empreender é um caminho com muitos benefícios para quem tem filhos

Resumo da Notícia

  • O empreendedorismo é uma saída para muitas mulheres após o nascimento dos filhos
  • Esse foi o caso de Carol Baldin, que queria ter maior flexibilização de horários
  • Conheça a trajetória da baby planner que criou cursos para formar outras profissionais

A maternidade muda tudo. Muda a rotina, mudam os papéis e pode até mudar a sua visão sobre o trabalho. De acordo com a Rede Mulher Empreendedora, 75% das mulheres criaram um negócio próprio após o nascimento dos filhos. Esse foi o caso de Carol Baldin, mãe de Beatriz e Letícia. Há 9 anos no mundo corporativo, o nascimento da primeira filha trouxe uma outra perspectiva para ela. “Amava o meu trabalho, porém comecei a sentir a necessidade de ficar mais tempo com ela. Parar de trabalhar não era uma opção, porque não queria abrir mão da minha liberdade financeira e também gosto de estar ativa, me faz bem”, pontua.

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O empreendedorismo materno permitiu a Carol Baldin ajudar outras mães a se realizarem (Foto: Getty Images)

O sonho de ser mãe sempre acompanhou Carol, mas conciliar a carreira que construiu com a nova realidade trazia muitas incertezas e choros. Para se realizar pessoal e profissionalmente, ela viu uma luz no empreendedorismo. Sendo uma das primeiras da turma de amigas a engravidar, foi surpreendida. “Acabei descobrindo que a maternidade era um mundo paralelo. Eu não conhecia nada, não sabia de nada. Tive que pesquisar muito para fazer o enxoval (isso que comprei tudo errado) e para montar o quarto”, diz.

Início do sonho

Foi entre trancos e barrancos que ela se viu apaixonada pelo universo materno. Despretensiosamente, Carol começou a compartilhar o que havia aprendido na prática com outra colega grávida. E, assim, esta amiga sugeriu que ela poderia ajudar outras mães com os preparativos para a chegada do bebê. “Na hora eu dei risada, nem imaginava que alguém poderia ganhar dinheiro com aquilo. Mas para a minha surpresa, fui atrás e descobri que baby planner era uma profissão que fazia exatamente isso”, lembra. Com o nascimento da segunda filha, ela pediu demissão e pulou de cabeça nesse novo universo.

Seguiram-se mais anos de parcerias com grandes empresas e a fundação do Instituto Mãe, em 2017. Focada no universo online, a baby planner não obteve o retorno esperado, porém isso não foi motivo para desistir, mas encontrar novas soluções. “Eu recebia muitas mensagens de mulheres querendo trabalhar como baby planners. Foi então que resolvi desenvolver um curso para certificá-las”, conta. Desde então, já foram mais de 100 alunas certificadas.

Carol percebeu que elas tinham um perfil muito parecido com o seu: em querer passar mais tempo com a família, prezar pela liberdade financeira, e buscar trabalhar com algo que realmente gostem e, assim, tirou a ideia do papel. Porém o negócio para ela vai muito além de oferecer cursos. “Quero mostrar para essas mulheres que empreender e ser mãe pode ser mais simples do que elas imaginam. É uma questão de organizar, pedir ajuda e saber priorizar”.

Realização pessoal

O trabalho de Carol hoje a deixa realizada. “Quando pensamos em empreender, na hora vem na cabeça uma empresa, investimentos, mil funcionários, dominar o mundo. E não necessariamente precisa ser só isso. Dependendo da fase que essa mulher está, da sua realidade, rede de apoio, (ainda mais com essa pandemia), tenho mostrado que empreender pode ser mais leve e atender tudo o que elas procuram”, opina. É sobre tentar e buscar a própria realização, que exige planejamento e esforço.

Oferecendo cursos online no momento, com objetivo de certificar mulheres para atuarem como baby planners e a começar o próprio negócio, a missão é expandir cada vez mais. “Não vou parar por aí. Tenho mais dois cursos prontos para nascerem! Um que vai ajudar a mulher abrangendo mais a parte de negócios e outro que é mais uma oportunidade de empreender no mundo materno”, explica. Por fim, ela afirma: “Empreendedorismo é ter a possibilidade de trabalhar para mim e isso significa que eu faço o que é melhor do meu trabalho, do meu tempo e para mim”.