Foto mostra como era o rosto de criança egípcia que viveu há 2 mil anos

Os pesquisadores divulgaram imagens da aparência do menino que tinha entre 3 e 4 anos na época em que foi mumificado, depois de morrer por causa de uma pneumonia no Egito Antigo

Resumo da Notícia

  • Um grupo de cientistas conseguiu reconstruir o rosto de uma criança que viveu há 2 mil anos atrás no Egito Antigo
  • Os pesquisadores divulgaram imagens da aparência do menino que tinha entre 3 e 4 anos na época em que foi mumificado
  • Além da análise dos ossos, uma tomografia computadorizada, radiografias e um programa de imagem 3D foram usados durante o processo

Um grupo de cientistas conseguiu reconstruir o rosto de uma criança que viveu há 2 mil anos atrás no Egito Antigo. Os pesquisadores da Áustria e da Alemanha publicaram na última quarta-feira, 16 de setembro, uma imagem do que seria o resultado mais aproximado da aparência do menino que tinha entre 3 e 4 anos na época em que foi mumificado. O trabalho foi publicado no jornal PLOS One.

-Publicidade-
Rosto de criança que viveu há 2 mil anos (Foto: Reprodução / Plos One)

A múmia da criança estava desde 1912 no acervo do Museu de Arte Egípcia de Munique, na Alemanha. Encontrada na década de 1880, a peça tem apenas 78 cm e está adornada com pinturas que mostram um menino, uma tradição do período. No retrato feito entre 50 a.C. e 100 d.C, o garoto aparecia de cabelos cacheados e de olhos castanhos.

O grupo de pesquisadores usou as imagens do túmulo e uma série de exames no corpo embalsamado para chegar a uma versão final da aparência do egípcio. Além da análise dos ossos, uma tomografia computadorizada, radiografias e um programa de imagem 3D foram usados durante o processo.

-Publicidade-
Rosto de criança que viveu há 2 mil anos (Foto: Reprodução / Plos One)

Segundo os estudos, o garoto tinha 3 ou 4 anos quando não sobreviveu ao que parece ter sido uma pneumonia. Os cientistas afirmaram que os retratos feitos pela família eram sim fiéis às características do pequeno, mas pelo estilo da gravura, as figuras indicavam uma criança mais velha.

“O retrato mostra traços um pouco ‘mais antigos’, que podem ter sido resultados de uma convenção artística da época”, disse o pesquisador do projeto, Andreas Nerlich, em entrevista ao portal Live Science.

-Publicidade-