“Fui dopada e não peguei meu filho no colo antes dele morrer”, diz outra mãe vítima de anestesista

Mais uma mulher, vítima do anestesista Giovanni Quintella, fez um boletim de ocorrência contra o médico, por abuso sexual durante o parto

Resumo da Notícia

  • Outra mulher denuncia anestesista preso por abuso sexual durante parto
  • A mulher contou para o jornal O Globo que decidiu falar para incentivar outras vítimas a falar também
  • O anestesista foi preso em flagrante no último domingo, 10 de julho

Thamires Souza Reis da Silva Ribeiro é uma vendedora, tem 23 anos, e no dia 5 de julho, por volta das 16h, ela foi para o Hospital da Mulher Heloneida Stuart, onde foi dar à luz para gêmeos.

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Alguns momentos após a chegada, aconteceu o nascimento de um dos filhos por parto normal, Daniel. No dia seguinte, foi agendada uma cesárea para o nascimento do outro filho, Davi.

Ela contou, segundo o jornal O Globo, que o anestesista da cirurgia dela foi Giovanni Quintella Bezerra, o mesmo que foi preso em flagrante no último domingo, por abuso sexual em uma gestante durante o parto.

A mulher então contou que durante o parto dela, ela foi dopada e não conseguiu ver o filho após o parto, e tempo após, ele faleceu. Ontem, ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher contra o médico. A família da mulher afirmou que ela saiu da sala de parto com o rosto branco, acreditando que seria sêmen possivelmente de Giovanni Quintella.

Ela decidiu aparecer na mídia para incentivar outras vítimas a falarem também. Eu estava grávida de gêmeos. Entrei em trabalho de parto por volta das 17h. Lá eles me disseram que eu estava em trabalho de parto e não viria mais embora” iniciou ela para o jornal O Globo.

O exercício médico do anestesista pode ser suspenso após estuprar grávida durante parto
O exercício médico do anestesista pode ser suspenso após estuprar grávida durante parto. (Foto: Reprodução / Instagram)

“Como os bebês eram prematuros, me deram um remédio. Às 23h, o médico viu que o bebê estava coroando. O meu primeiro filho nasceu normal e foi bem tranquilo. Quando era para o segundo bebê nascer, eles disseram que não tinha condições de ele nascer de parto normal e teria que ser cesárea. Eles disseram que a gente corria risco de vida”, finalizou a mulher.