“Tiramos 11 crianças pela grade”: Funcionária de creche em Petrópolis relata terror para salvar alunos

Ela contou que, 24h depois da chuva, algumas crianças ainda estavam no local, porque os pais não conseguiam chegar na região

Resumo da Notícia

  • Funcionária de creche em Petrópolis relata terror para salvar alunos
  • Ela contou que, 24h depois da chuva, algumas crianças ainda estavam no local, porque os pais não conseguiam chegar na região
  • Entre os alunos da creche, tinha um bebê de 3 meses

A professora Marissol Fernandes, de 42 anos, relatou momentos de tensão durante as chuvas que destruíram boa parte da cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, nesta semana. Segundo o que ela contou em entrevista ao jornal G1, onze crianças da creche onde ela trabalha, em Chácara Flora, um dos bairros da cidade, precisaram ser retiradas do local através das grades.

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Na conversa, ela contou que viu o morro perto da creche, que fica na rua dos Ferroviários, começar a cair e a lama arrastar casas e tudo o mais que estivesse no caminho. Para conseguir salvar as crianças, com ajuda dos vizinhos, os alunos foram socorridos um a um. Alguns bebês de colo também precisaram ser passados pelas grades para sair do local.

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Funcionária de creche em Petrópolis relata terror pós-chuva: “Tiramos 11 crianças pela grade” (Foto: Reprodução / g1)

“Estava começando a cair o morro e, de dentro da creche, eu vi onde o pessoal chama de ‘favelinha’, que é um espaço onde tinham várias casas, e vimos todas as casas caindo e a gente com um monte de criança na creche. A gente conseguiu, com a ajuda de alguns vizinhos, tirar as crianças pela grade para um campo que tem do lado da creche. Tinha criança de 3 meses e 20 dias”, relembrou ela, em entrevista ao jornal.

Por sorte, como relatado pela educadora, não tinham tantas crianças na escola, já que muitas ainda estavam em fase de adaptação e haviam saído mais cedo. Cerca de 24h depois dos deslizamentos, alguns pais ainda não haviam buscado os filhos na creche. Para a profissional, a falta de internet dificultou a comunicação para explicar o que aconteceu depois.

“Até o que eu soube ontem [quarta], ainda tinha criança na casa da vizinha porque os pais não estavam conseguindo chegar. A gente não sabe nem se os pais estão vivos ou mortos. Não tive muita notícia porque está todo mundo sem internet”, completou a professora. Em entrevista à Pais&Filhos, uma mãe da região contou como foi o caminho da escola do filho até em casa e afirmou que chegou a tapar o rosto do filho ao passar por corpos mortos na rua. Se quiser conferir a entrevista completa, basta acessar nossa matéria clicando aqui.