Gêmeas da Bahia são aprovadas para cursar medicina em mais de 30 faculdades públicas

Samyra e Sarah Aramuni de 19 anos conseguiram alcançar o marco da universidade juntas, e ainda estão sem acreditar

Resumo da Notícia

  • Samyra e Sarah Aramuni de 19 anos foram aprovadas em medicina
  • A irmãs passaram em mais de 30 faculdades públicas no país
  • As gêmeas optaram por cursar na Universidade Federal do Rio de Janeiro

Duas irmãs gêmeas que moram no sul da Bahia foram aprovadas em mais de 30 faculdades públicas para cursar medicina. Samyra e Sarah Aramuni, de 19 anos, terminaram o ensino médio em escola pública no ano passado e optaram pela Universidade Federal do Rio de Janeiro neste ano. Samyra passou em segundo e Sarah em terceiro lugar, após avaliação da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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“Ainda não caiu a ficha, mas é realmente muito gratificante porque só a gente sabe tudo que estudou, levantar todos os dias para estudar. A gente estava 100% online então ninguém ficava no nosso pé e a gente estudava”, relatou Samyra Aramuni ao portal do G1.

Entre as 30 universidades que as estudantes poderiam aplicar estão: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) permite a inscrição em apenas duas delas.

A família ficou muito orgulhosa da conquista das gêmeas
A família ficou muito orgulhosa da conquista das gêmeas (Foto: Reprodução/G1)

O resultado das duas saiu no mesmo dia, na última terça-feira. “No primeiro dia eu coloquei duas universidades aí quando eu coloquei o resultado não tinha passado em nenhuma das duas. Aí quando eu fui olhar as outras universidades eu tinha passado em muitas, isso foi muito bom porque a gente pôde justamente escolher para onde a gente ia”, contou Sarah.

Apesar das dúvidas das jovens, a mãe sempre acreditou nelas: “Não tinha dúvidas nenhuma porque quando a gente quer, a gente alcança. Elas nasceram com um minuto de diferença e passaram [em medicina] por um centésimo de diferença, em segundo e terceiro lugar. Lembrei disso na hora e não tem como a gente não lembrar”, contou Flávia Aramuni.

Aos 19 anos as gêmeas já têm data marcada para partir para nova etapa da vida. Enquanto isso, a família tenta se preparar para a despedida. “Vai ser um momento que vai trazer muito ensinamento para elas e muitas alegrias para nós”, comemorou o pai das jovens, Joaquim José Aramuni.