Gêmeas siamesas separadas por impressão 3D têm atualizações de saúde após dois anos da cirurgia

A cirurgia de separação aconteceu em 2020 e uma das irmãs precisou permanecer na UTI durante 10 meses para recuperação completa

Resumo da Notícia

  • Gêmeas siamesas foram separadas há dois anos por cirurgia com auxílio de impressão 3D
  • Uma delas precisou permanecer na UTI por 10 meses, enquanto a outra pôde ir para casa
  • Atualmente as gêmeas Sara e Eloá têm quadro de saúde estável

Em São Paulo aconteceu a cirurgia de separação das gêmeas siamesas Sara e Eloá, que nasceram unidas pelo tórax e também tinham ligação por meio de algumas veias ligadas ao coração, o que tornou o processo cirúrgico delicado. As meninas são naturalmente de Rondônia, e puderam voltar ao estado apenas após a estabilização do quadro de saúde.

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Gêmeas siamesas já separadas após cirurgia com impressão 3D
Gêmeas siamesas já separadas após cirurgia com impressão 3D (Foto: Reprodução/Instagram/@maialeleu)

A cirurgia aconteceu em 2020, e foi realizada por uma equipe médica do InCor, Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Na operação foram envolvidos 40 profissionais de saúde, e um dos pontos mais fundamentais foi o uso de impressão 3D, que permitiu à equipe visualizar a situação das meninas.

“Primeiro analisamos a perspectiva de sobrevivência das crianças. Precisávamos saber se elas iriam respirar, ser entubadas e se conseguiriam sobreviver fora do útero da mãe. Começamos com uma tomografia, que nos deu uma ideia a respeito da anatomia e se era possível essa separação” comentou o diretor da Unidade de Cirurgia Cardíaca Pediátrica da InCor, Marcelo Jatene.

Após 2 anos da cirurgia, gêmeas siamesas apresentam quadro de saúde estável
Após 2 anos da cirurgia, gêmeas siamesas apresentam quadro de saúde estável (Foto: Reprodução/Instagram/@maialeleu)

Após a operação, Eloá precisou permanecer na Unidade de Terapia Intensiva com a mãe, até que o quadro de saúde fosse estabilizado, enquanto Sara voltou para Rondônia com o pai. Atualmente, elas continuam sendo acompanhadas pelos médicos, porém de forma mais distante. Os pais compartilham no Instagram pessoal atualizações da vida das meninas, que aparentam estar cada vez mais saudáveis.

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