Família

Giovanna Ewbank falar sobre rumor de que é estéril e se emociona

A atriz adotou duas crianças, Bless e Titi

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

 

Giovanna e os filhos (Foto: Reprodução/Instagram)

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso adotaram dois filhos no Malawi, África. A Titi, de seis anos, e Bless, de quatro anos. A atriz fez um Tedx Talk e contou sobre como foi a adoção das crianças e se ela, realmente, é estéril. Além de ter tocado no assunto do machismo por trás do questionamentos sobre a esterilidade.

“Eu sempre fui uma mulher que achava que o relógio biológico nunca ia despertar, eu nunca havia pensado em ter filhos e isso veio com muitos questionamentos e críticas e também com muita pressão de amigos e família. Como uma mulher vem ao mundo e não quer ter um filho de sua barriga? Hoje eu vejo que essa é uma convenção imposta pela sociedade e não são todas as mulheres que desejam isso para si. Depois que adotei, eu comecei a ser questionada sobre por que eu optei pela adoção. Porque sim, foi uma opção da qual eu me orgulho muito. Mas como toda escolha feminina veio cheia de questões do tipo: ‘tadinha, mas ela já é casada há tanto tempo e não tem filhos’. E junto com isso eu li e ouvi em muitos lugares que eu era estéril, não gente, eu não sou estéril e nem meu marido. Mas obviamente a dúvida sobre esterilidade veio sobre mim que sou mulher e não sobre ele que é homem. O que é muito sério porque justificando dessa maneira a sociedade nega que uma mulher não queira ter filhos biológico ou então nega que uma mulher não queira explodir sua barriga de vida. E acreditem gente, existem diversas outras maneiras de explodir vida na gente”, disse a atriz.

Giovanna Ewbank chorando (Foto: Reprodução / Instagram)

Giovanna afirmou que não é estéril e consegue sim, ter filhos biológicos caso ela queira e também, tocou no assunto sobre as crenças erradas da sociedade sobre adoção. “Ela (Titi) é a minha cara! Ela tem o meu olhar, o meu sorriso, tem os mesmos gostos que eu e tem o meu jeitinho. A adoção é muito transformadora, o que a sociedade precisa entender é que adoção é sim sinônimo de maternidade e que a adoção é sim muito transformadora. Tem gente que acha que adoção é um ato de caridade e não é! Adoção é sim maternidade ou paternidade e eu vou pedir com todo o meu amor e toda minha gentileza que por favor não façam perguntas constrangedoras a uma mãe adotiva porque isso dói muito. Perguntas sobre: e o filho de vocês vem quando? A única resposta que eu posso dar é: ‘já veio’. Eu já ouvi: ‘nossa Gioh como ela é linda, mas ela tem mãe?’. Oi? Tem! Eu sou a mãe dela! E também tem essa: ‘nossa, como eles são lindos! Eles têm família?’. É claro que eles têm família, eles têm a mim que sou mãe, ao meu marido que é pai, avós, tios…eu fico muito machucada todas as vezes que eu sou questionada dessa maneira. Mas eu tento ser forte, eu tento ser empática e tento compreender as pessoas que não tem conhecimento da dádiva da adoção”.

Apesar de ter feito a escolha com muita sabedoria, a atriz revelou que sentiu medo na parte de adoção. “Tem lado ruim de ser mãe adotiva? Tem claro, como para todas as mães. Eu tenho todos os medos além dos habituais de uma mãe que teve uma gravidez comum. Eu tinha muito medo de quando minha filha me perguntasse: ‘mamãe, de que barriga eu nasci?’. Esse eu já superei graças a Deus. Mas eu ainda tenho muito medo de quando os meus filhos começarem a ter um entendimento melhor da vida e começarem a me questionar sobre o passado deles, a história deles. O fato é que muitas pessoas acham que uma mãe adotiva não é legitima, mas eu sei a mãe que eu sou, eu sei a mãe que eu procuro ser e eu sei que minha relação com meus filhos vai ser sempre muito transparente e sincera para que no futuro isso não seja uma surpresa. Também é importante que toda criança saiba a sua ancestralidade. Eu costumo dizer que minha barriga mudou de lugar e que o parto veio antes da gravidez, minha gestação durou um ano e meio mais ou menos e foi de muita dor e angustia, porque diferente de uma gravidez comum eu já conhecia minha filha, sabia que ela gostava de manga, tinha medo de passarinho e tinha um olhar curioso e queria muito sair daquele lugar para desvendar o mundo comigo. A maternidade nasce de um amor profundo e intenso e que de repente sopra no seu ouvido, ei, você já é mãe”.

Por fim, Giovanna abriu o jogo e contou se pretende ter filhos biológicos ou não. “Não existe laço maior no mundo do que o amor, eu não tenho como responder essa pergunta sobre isso agora. Isso pode mudar, mas o que meu corpo exprime o tempo inteiro é que eu já sou mãe e sou mãe como qualquer outra. A minha relação com meus filhos sempre vai ser pautada nessas três palavras: transparência, sinceridade e amor. Porque eu acho que com toda mãe tem que ser assim”, concluiu.

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