Grupos de risco: quem são os mais afetados pelo coronavírus

A rápida transmissão da nova doença tem preocupado a todos, é importante saber quem está mais vulnerável a doença e quais as melhores maneiras de se prevenir

Resumo da Notícia

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou quem são as pessoas mais suscetíveis a se contaminar
  • Quem tiver a imunidade mais baixa ou saúde já debilitada tem maior chance
  • Idosos e pessoas com doenças crônicas são os mais vulneráveis
  • Profissionais da saúde estão nos grupos de risco
  • Crianças devem receber atenção especial também
Saiba quem está nos grupos de risco do novo coronavírus (Foto: Getty Images)

Com o aumento de casos do novo coronavírus no país, para garantir a saúde de todos, é importante saber quem são as pessoas que estão nos grupos de risco da doença e assim tomarmos as devidas medidas de prevenção.

 

De acordo com as informações passadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os mais vulneráveis a contrair o Covid-19 são aqueles que já têm a situação de saúde mais debilitada.

Portanto, com a imunidade mais baixa, além dos idosos, temos nos grupos de risco aqueles com doenças crônicas, como problemas cardíacos ou respiratórios, a exemplo de bronquite asmática. Por conta dos pulmões já afetados, os fumantes também entram nos mais propensos a desenvolver a doença.

Os hospitais devem dar mais atenção a estes casos, pois além da facilidade de contrair o coronavírus, esses indivíduos têm maior chance de que a doença se complique. 

Coronavírus coloca em risco os profissionais da saúde (Foto: Getty Images)

Os funcionários da área de saúde, pelo contato frequente com pacientes, também têm grande chance de se contaminarem. Eles devem ter tratamento especial, para que se doentes, não espalhem para pacientes já em condição delicada.

O diretor-geral da OMS confirmou nesta segunda-feira que ocorreram mortes de crianças pelo vírus. Maria van Kerkhove, diretora técnica da organização, afirmou que “é importante que protejamos as crianças como uma população vulnerável”.

 

Sobre o coronavírus

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China.

O coronavírus é uma doença respiratória (Foto: Getty Images)

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

O diagnóstico é feito através de um exame específico, que coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, e pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias. Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI.

 

Como se prevenir

Para se prevenir, A recomendação do Ministério da Saúde é a mesma feita para a prevenção de infecções respiratórias agudas. São elas:

  • Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • Lavar as mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
A prevenção é o melhor remédio (Foto: Getty Images)

 

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